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12/10/2021 | 06:23 | Polícia

MP-RS recorre de decisão que concedeu liberdade provisória a jogador que agrediu árbitro na Divisão de Acesso

De acordo com promotor, manutenção da prisão se justifica para evitar "sensação de impunidade"

De acordo com promotor, manutenção da prisão se justifica para evitar
Acusação a William Ribeiro é por tentativa de homicídio doloso qualificado - Felix Zucco / Agencia RBS

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS) recorreu da decisão que concedeu liberdade provisória ao jogador William Ribeiro. O atleta agrediu o árbitro Rodrigo Crivellaro durante uma partida entre Guarani de Venâncio Aires e São Paulo de Rio Grande, pela Divisão de Acesso, na segunda-feira (4) da semana passada. 

O agressor foi preso em flagrante logo após o ocorrido e passou a noite na Penitenciária Estadual de Venâncio Aires. No entanto, em audiência de custódia realizada na tarde de terça-feira (5), ele teve concedida a liberdade provisória. Na ocasião, o MP-RS já havia manifestado que recorreria da decisão. 

— O recurso é no sentido de que, sendo o futebol um esporte muito popular, a repercussão daquela cena de violência, associada a uma liberdade extremamente apressada, pode produzir uma sensação de impunidade muito prejudicial à ordem pública. Neste sentido que recorremos. Muitas pessoas assistiram pela cena de violência — justifica o promotor Pedro Rui da Fontoura Porto, de Venâncio Aires.

A acusação a William Ribeiro é por tentativa de homicídio doloso qualificado. A pena para o tipo de crime é de 12 a 30 anos. O atleta de 30 anos tem ao menos três antecedentes criminais por lesão corporal, um por ameaça e dois por provocação de tumulto. 

— Entendemos necessário mantê-lo preso, pelo menos, no curso do processo. Até porque, embora ele seja tecnicamente primário, o que significa que ele ainda não teve condenações anterior na Justiça, ele tem um histórico precedente de atos de violência, conforme boletins de ocorrência registrados contra ele e por comentários de pessoas ligadas ao esporte em questão — pontuou o promotor.

Fonte: GZH
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