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08/10/2021 | 08:50 | Polícia

'Me atirei com o carro em movimento', diz jovem após motorista de aplicativo tentar dopá-la em Canoas

Polícia Civil investiga o caso. Mulher, de 20 anos, diz que recebeu do homem um pano com um produto que a deixou tonta. Motorista teria dito que era desengordurante para limpar a tela do celular.

Polícia Civil investiga o caso. Mulher, de 20 anos, diz que recebeu do homem um pano com um produto que a deixou tonta. Motorista teria dito que era desengordurante para limpar a tela do celular.
Polícia diz que jovem desceu do carro próximo de um motel, o que comprovaria a ideia do motorista de levar ela pra lá. - RBS TV/Reprodução

A jovem que registrou boletim de ocorrência após quase ter sido dopada por um motorista de aplicativo durante uma corrida em Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre, relatou o caso nas redes sociais. A situação ocorreu na noite de quarta-feira (6) e é investigada pela Polícia Civil.

Por meio de nota, a Uber informou que "a conta do motorista foi desativada da plataforma assim que a empresa tomou conhecimento do episódio" e que está à disposição para colaborar com as autoridades. Leia a íntegra abaixo.

A mulher, de 20 anos, diz que o motorista ofereceu um produto desengordurante para limpar a tela do celular e os óculos, pedindo, em seguida, para que a passageira cheirasse o líquido em um pano.

"Ele falou: 'cheira, pra tu sentir o cheirinho maravilhoso'. Eu cheguei a levar o pano até o nariz, eu estava de máscara. Aí eu comecei a tontear, começou a ficar tudo preto", detalha a jovem.

Quando o condutor pediu para a passageira tirar a máscara, ela diz que tentou deixar o veículo.

  • "Ele trancou as portas bem nessa hora [...]. Consegui destrancar a porta e me atirei do carro em movimento", conta.

De acordo com a polícia, ela desceu perto de um motel, o que indicaria a ideia do motorista de levar a jovem para o local. O caso é investigado estupro de vulnerável.

A jovem diz que pediu ajuda para caminhoneiros que estavam próximos. Na sequência, ela buscou uma delegacia, acompanhada de seu advogado, Dailson Santos.

"A empresa de aplicativo negou para o delegado dar o nome completo do motorista", explica a passageira.

Investigação
A polícia trabalha para identificar o motorista. O delegado Pablo Rocha confirma que a empresa não identificou o motorista à investigação.

"Me identifiquei como autoridade policial, adverti que a ligação seria gravada, solicitei a essa pessoa da empresa que fornecesse. A empresa manteve a postura de não fornecer a identificação do motorista", diz.

À RBS TV, a Uber disse que "possui um canal dedicado exclusivamente a atender autoridades policiais".

Fonte: G1
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