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25/08/2021 | 06:56 | Polícia

Pastor suspeito de abuso sexual contra fiéis em Camaquã deixa prisão em liberdade condicional

Desembargadora da 5ª Câmara Criminal do TJ determinou que religioso não frequente a igreja, não mantenha contato com as vítimas e permaneça em casa à noite. Defesa nega crimes.

Desembargadora da 5ª Câmara Criminal do TJ determinou que religioso não frequente a igreja, não mantenha contato com as vítimas e permaneça em casa à noite. Defesa nega crimes.
Pastor foi preso preventivamente em Camaquã por suspeita de abuso sexual - PC/Divulgação

Um pastor de 43 anos, que estava preso preventivamente por suspeita de ter cometido abuso sexual contra quatro fiéis em Camaquã, na Região Centro-Sul do Rio Grande do Sul, foi colocado em liberdade condicional após decisão do Tribunal de Justiça (TJ) nesta segunda-feira (23). Segundo a defesa, o religioso já deixou a unidade prisional onde estava recolhido.

O advogado do religioso, Marcos Antônio Hauser, afirma que "o investigado nega todas as acusações e que sua inocência será comprovada no curso das investigações".

A decisão foi tomada pela desembargadora Lizete Andreis Sebben, da 5ª Câmara Criminal do TJ. O caso tramita em segredo de Justiça.

O despacho, ao qual o G1 teve acesso, afirma que o suspeito é primário e que, por isso, não representa perigo à ordem pública. Entretanto, a decisão determina que o pastor não ingresse na igreja, não mantenha contato com as vítimas, não deixe a cidade e que permaneça recolhido em casa durante a noite e dias de folga.

Segundo a delegada Vivian Duarte, o suspeito foi indiciado por abuso sexual.

Investigação

A Polícia Civil aponta que quatro fiéis da igreja procuraram a delegacia da cidade relatando os casos. O pastor foi preso preventivamente no dia 12 de agosto.

A delegada Vivian Duarte afirma que as mulheres procuravam o pastor para obter conselhos referentes a problemas pessoais. De acordo com a policial, o homem convidava as fiéis para orações privadas e, neste momento, passava a mão no corpo delas.

"Nessa tal de campanha de orações, ele ficava com as vítimas em uma sala reservada, fechava a porta e dizia que iria ungir o corpo da vítima. Tirava a roupa, passava a mão no seio, na região genital", relata a delegada.

Em depoimento à polícia, as mulheres contaram que o pastor ficava ofegante e suando, como se estivesse sentindo prazer durante as orações.

Fonte: G1
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