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17/08/2021 | 05:03 | Polícia

Polícia Civil prende o segundo suspeito de envolvimento na morte da garota caingangue no RS

Daiane Griá Sales teria sido estuprada antes do assassinato

Daiane Griá Sales teria sido estuprada antes do assassinato
Garota caingangue, de 14 anos, possivelmente foi estuprada antes do assassinato - Polícia Civil/Divulgação / Polícia Civil/Divulgação

A Polícia Civil prendeu na tarde desta segunda-feira (16) o segundo suspeito de envolvimento na morte da caingangue Daiane Griá Sales, 14 anos, ocorrida em Redentora, no noroeste do Estado.

A adolescente indígena foi morta no último dia 31, e o corpo, encontrada quatro dias depois, parcialmente despido e com a virilha dilacerada. Perícia indica que os ferimentos foram causados por animais, após a morte. Próximo ao corpo foi encontrado um pedaço de corda, que pode ter sido utilizado para asfixiar a garota.

O assassinato aconteceu a poucos metros da reserva indígena da Guarita, a maior do Rio Grande do Sul, onde vivem cerca de 8 mil caingangues e algumas centenas de guaranis. Daiane tinha participado de várias festas no dia 31, a última delas um “som” emanado por vários carros estacionados. No pescoço da garota existiam marcas compatíveis com estrangulamento. O desfecho do desaparecimento chocou a comunidade, que providenciou num advogado, Bira Teixeira, para acompanhar o caso.

— Era uma jovem defensora das causas indígenas, muito bem relacionada e com planos de fazer faculdade. Queremos saber se foi morta porque era índia, por ser mulher ou, quem sabe, por ambos os fatores —diz Teixeira.

Com base em testemunhas, a Polícia Civil foca a investigação nas últimas pessoas vistas em companhia de Daiane. Duas delas, dois rapazes, foram presos. O primeiro deles, no domingo (15). O outro, nesta segunda-feira, próximo à área indígena. Os dois são brancos (caucasianos) e teriam participado das festas em que a vítima compareceu. Outras pessoas são procuradas para depor. O delegado Vilmar Schaeffer, responsável pelo inquérito, não adianta nomes e nem possível motivação para a morte.

O promotor de Justiça Miguel Germano Podanosche, que acompanha o caso, diz que há indícios de “possível estupro seguido de homicídio, praticado por homens não indígenas”. Ele diz que o caso se torna ainda mais relevante pelos indicativos de fornecimento de álcool e drogas a menores de idade, nas festas investigadas.

Fonte: GZH
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