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30/07/2021 | 05:26 | Polícia

Polícia faz buscas e investiga desaparecimento de menino de sete anos no Litoral Norte

Mãe da criança e a companheira estão detidas por suspeita de envolvimento no caso

Mãe da criança e a companheira estão detidas por suspeita de envolvimento no caso
Corpo de Bombeiros auxiliam na busca no Rio Tramandaí na madrugada desta sexta-feira Corpo de Bombeiros / Divulgação

Um caso de desaparecimento mobiliza o município de Imbé, no Litoral Norte, na madrugada desta sexta-feira (30). A Polícia Civil, com o apoio dos Bombeiros e da Guarda Municipal, faz buscas a um menino de sete anos, após a mãe relatar que matou a criança. 

De acordo com o delegado Antônio Carlos Ractz, titular da Delegacia de Polícia de Imbé, a situação chegou ao conhecimento da investigação ainda na noite desta quinta-feira (29). A mulher, de 26 anos, compareceu à delegacia para comunicar o desaparecimento do filho, que teria sumido na última terça-feira (27). A criança morava com ela e a companheira, de 23 anos. Segundo a investigação apurou, eles se mudaram para o município há um ano. Os nomes deles não foram divulgados. 

— Ela disse que viu na internet que teria que esperar 48 horas para ir à Polícia. Também não procurou o Conselho Tutelar — conta Ractz.

Após ser indagada em depoimento sobre a omissão, a mulher alegou que fez o menino ingerir medicação e jogou seu corpo de uma mala no Rio Tramandaí. Ela disse que contou com o auxílio da companheira.

— A mãe da criança é muito fria. Disse que ele (o filho) não se alimentava. Embora estivesse matriculado no município, ele não frequentava a escola. Não demonstrava amor nenhum pela criança. Segundo apuramos, a criança era trancada dentro de um roupeiro — informou o delegado 

A mala indicada pela mulher foi localizada pelas equipes de busca nas margens do Rio Tramandaí, mas o corpo do menino não foi encontrado. Bombeiros e Guarda Municipal trabalham nas buscas. 

A meta principal da investigação neste momento é localizar a criança. Em conjunto, já foi solicitada perícia na casa onde o menino morava. A mulher e a companheira estão detidas e serão autuadas por homicídio qualificado. Com o avanço das investigações, podem ser adicionadas circunstâncias agravantes a pena.

Fonte: GZH
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