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12/11/2014 | 08:20 | Polícia

Juiz nega a madrasta de Bernardo mudança para cadeia perto da família

Susepe informou magistrado que seria impossível garantir segurança da ré

Susepe informou magistrado que seria impossível garantir segurança da ré
Graciele Ugulini está presa desde abril em cadeia feminina em Guaíba (Foto: Reprodução / TV Globo)
A Justiça de Três Passos, no Noroeste do Rio Grande, negou a Graciele Ugulini, madrasta de Bernardo Boldrini e uma das rés pela morte do menino, a transferência para uma cadeia do município onde ela residia. Assinada pelo juiz Marcos Luís Agostini, a decisão é baseada em uma avaliação da Superintendência Estadual dos Serviços Penitenciários (Susepe) de que haveria "ausência de possibilidade de garantir a segurança da ré em outra penitenciária".
O corpo de Bernardo, de 11 anos, foi localizado no dia 14 de abril enterrado em um matagal na área rural de Frederico Westphalen, a cerca de 80 km de Três Passos, onde ele residia com a família. Ele estava desaparecido desde 4 de abril. Além de Graciele, madrasta do menino, o pai, Leandro Boldrini, a amiga Edelvânia Wirganovicz e o irmão dela, Evandro Wirganovicz, também são réus pelo assassinato do menino.
A decisão mantém Graciele presa na Penitenciária Feminina de Guaíba, na Região Metropolitana de Porto Alegre, onde ela está encarceirada desde abril. De acordo com o a Justiça, o pedido de transferência buscava levá-la para um local mais próximo da família. A Justiça, porém, acatou outro pedido da madrasta: ela foi liberada de comparecer a duas audiências com testemunhas agendadas para este mês e em sessões previstas para ocorrer mediante cartas precatórias.
Entenda
Conforme alegou a família, Bernardo teria sido visto pela última vez às 18h do dia 4 de abril, quando ia dormir na casa de um amigo, que ficava a duas quadras de distância da residência da família. No dia 6 de abril, o pai do menino disse que foi até a casa do amigo, mas foi comunicado que o filho não estava lá e nem havia chegado nos dias anteriores.
No início da tarde do dia 4, a madrasta foi multada por excesso de velocidade. A infração foi registrada na ERS-472, em um trecho entre os municípios de Tenente Portela e Palmitinho. Graciele trafegava a 117 km/h e seguia em direção a Frederico Westphalen. O Comando Rodoviário da Brigada Militar (CRBM) disse que ela estava acompanhada do menino.
O pai registrou o desaparecimento do menino no dia 6, e a polícia começou a investigar o caso. No dia 14 de abril, o corpo do garoto foi localizado. Segundo as investigações da Polícia Civil, Bernardo foi morto com uma superdosagem de um sedativo e depois enterrado em uma cova rasa, na área rural de Frederico Westphalen.
O inquérito apontou que Leandro Boldrini atuou no crime de homicídio e ocultação de cadáver como mentor, juntamente com Graciele. Ainda conforme a polícia, ele também auxiliou na compra do remédio em comprimidos, fornecendo a receita Leandro e Graciele arquitetaram o plano, assim como a história para que tal crime ficasse impune, e contaram com a colaboração de Edelvania e Evandro.
Fonte: G1
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