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03/06/2021 | 09:47 | Polícia

Empresário gaúcho é preso em operação contra o governador do Amazonas

Rafael é sócio de empresa de limpeza contratada por hospital de campanha investigado por fraudes em licitações em Manaus

Rafael é sócio de empresa de limpeza contratada por hospital de campanha investigado por fraudes em licitações em Manaus
PF realiza investigações que têm como alvo fornecedores contratados para atuar em hospital de campanha de Manaus - Polícia Federal / Divulgação

A operação da Polícia Federal (PF) realizada nesta quarta-feira (2) e que teve como um dos alvos o governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), tem entre os seis presos um empresário gaúcho. que é diretor e sócio de uma empresa contratada para prestar serviços de lavanderia no Hospital de Campanha Nilton Lins, que atende doentes com covid-19. É o que mostra despacho do Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinando as prisões – documento ao qual a reportagem de GZH teve acesso.


Os serviços prestados pelo Nilton Lins são investigados pela CPI da Covid, do Senado Federal. As suspeitas são de que contratos das áreas de conservação e limpeza, lavanderia hospitalar e diagnóstico por imagem, todos os três firmados em janeiro de 2021 com o governo do Amazonas, tenham sofrido montagem e direcionamento do procedimento licitatório, prática de sobrepreço e não prestação de serviços contratados. 


Tudo isso é também investigado pela Polícia Federal, que pediu e conseguiu junto ao STJ 25 mandados judiciais, sendo seis deles de prisão temporária e os demais, de busca e apreensão. Foram também quebrados os sigilos telemático, bancário e fiscal de mais de 30 pessoas e empresas.


Um dos presos na operação da PF é Silveira, que tem escritório em prédio junto ao Barra Shopping Sul, em Porto Alegre. Ele é diretor e proprietário da Prime Atividades de Apoio à Gestão de Saúde, que tem por contrato R$ 538 mil em 90 dias de atividade no Nilson Lins. 

 

A Prime é investigada por não ter enviado para análise diversos documentos, como atestado de aptidão técnica, nota fiscal ou nota de empenho. Silveira teve como sócio na Prime, até dois anos atrás, o amazonense Sérgio Chalub, outro dos presos pela PF nesta quarta-feira.

 

Chalub hoje é diretor da Líder Serviços de Diagnóstico por Imagem (raio X, ultrassonografia e tomografia), contratada por R$ 515 mil para atuar, também por 90 dias, no mesmo hospital. Tanto os contratos da Líder quanto os da Prime são investigados para verificação de indícios de sobrepreço e ausência da prestação de serviços. A Líder é também suspeita de fraudar a qualificação técnica dos médicos contratados para trabalhar no Nilton Lins.

 

Sérgio Chalub já faturou mais de R$ 30 milhões em contratos para prestação de serviços em unidades de saúde amazonenses, conforme a CPI da Saúde, realizada em 2020 pela Assembleia Legislativa do Amazonas.

 

Quando ouvidos na CPI da Saúde, os proprietários da Prime e da Líder declararam estarem brigados. Silveira acusou Chalub de ter desviado R$ 2,5 milhões da empresa. Além disso, Chalub é suspeito de apresentar atestado de aptidão técnica falso para ganhar um pregão eletrônico no valor de R$ 2,2 milhões.

 

Os ex-sócios foram presos pela PF nesta quarta-feira e estão incomunicáveis, sendo interrogados em Manaus. A reportagem não conseguiu contato com seus defensores.

Fonte: GZH
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