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01/11/2014 | 05:43 | Geral

Possível venda da TIM mostra teles em busca de concentração e escala

Vivo, Claro e Oi podem fatiar aquisição de concorrente e redesenhar mercado de telefonia no país. Transação é estimada em R$ 31,5 bi e exigirá exame dos órgãos que regulam a concorrência

Vivo, Claro e Oi podem fatiar aquisição de concorrente e redesenhar 

mercado de telefonia no país. Transação é estimada em R$ 31,5 bi e exigirá exame dos órgãos que regulam a concorrência
São quase 280 milhões de celulares no país, mercado fatiado por praticamente quatro operadoras (Foto: pcruciatti / Shutterstock)
A possibilidade de venda da TIM para Vivo, Claro e Oi, negócio que redesenharia o mercado de telefonia do país, promete dar trabalho para os órgãos que regulam a concorrência, o setor de comunicações e para as entidades de defesa do consumidor. Considerado complexo por conhecedores da área, a transação seria mais um passo no processo de consolidação das teles no país em busca de maior escala e capacidade de investir.
Caso confirmada, a transação avaliada em R$ 31,5 bilhões levaria a operadora e sua base de clientes a ser fatiada pelas três concorrentes. Como a compra causaria maior concentração no mercado, o negócio não deve ser aprovado sem restrições, diz o especialista em telecomunicações Arthur Barrionuevo, exconselheiro do Conselho Administrativo de Defesa Econômica.
– Ainda é difícil avaliar, mas poderia haver uma compensação, como a venda de parte dos ativos para uma quarta empresa – entende Barrionuevo.
Para Luís Minoru, diretor de consultoria da PromonLogicalis, a consolidação do setor de telefonia no país tem como principal motor a tentativa das empresas de formar maior musculatura financeira para atender à grande necessidade de investimentos em infraestrutura devido à demanda cada vez maior por conectividade no país. Apesar de o mercado crescer, observa Minoru, quem está lucrando mais com essa tendência não são as companhias de telefonia, que arcam com o custo de formar a infraestrutura, mas as fabricantes de dispositivos móveis e empresas como Facebook, Google e Netflix, que têm modelo de negócio diferente, capturando receitas por outros meios, como publicidade, e não diretamente dos clientes.
Fonte: Zero Hora
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