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10/02/2021 | 06:16 | Polícia

Acusado de matar cunhada em Cachoeirinha é condenado a 13 anos e meio de prisão

Evandro Ferreira, 44 anos, confessou ter matado Elaine Silva da Silva

Evandro Ferreira, 44 anos, confessou ter matado Elaine Silva da Silva
Investigação concluiu que Elaine por asfixiada até a morte por Evandro, que era seu cunhado e com quem tinha um relacionamento - Arquivo Pessoal / Arq

Preso desde setembro de 2018 após confessar ter matado a cunhada em Cachoeirinha, na Região Metropolitana, Evandro Ferreira foi condenado a 13 anos e seis meses de prisão por homicídio duplamente qualificado e ocultação de cadáver. O julgamento teve cerca de 12 horas de duração, com encerramento pouco depois da meia-noite desta quarta-feira (10).


As qualificadoras do crime são feminicídio e asfixia. Responsável pela defesa, o advogado Pedro Misael da Silva Corrêa informou que analisa, junto ao condenado, se deve recorrer da decisão. 

 

Evandro Ferreira, 44 anos, e Elaine Silva da Silva, 52 anos, moravam no mesmo endereço em Cachoerinha: ele no andar inferior da residência, com esposa e filha, e ela no piso superior, com os pais e irmã. No dia 11 de setembro de 2018, os dois foram dados como desaparecidos e o caso passou a ser investigado. 
Dois dias depois do sumiço, o corpo de Elaine foi encontrado em um matagal em uma área rural de Gravataí. Do lado do cadáver estava o carro de Ferreira. Ele foi preso em um hotel de Cruz Alta, no noroeste do Estado, e confessou que matou a cunhada na casa onde moravam. Também disse que mantinha um relacionamento com ela e, no dia do crime, os dois haviam brigado porque Elaine queria dizer a verdade para a família. Segundo a polícia, ele também contou que asfixiou ela na sala. 

 

O julgamento, na Comarca de Cachoeirinha, foi comandado pelo juiz Bruno Jacoby de Lamare, titular da 1ª Vara Criminal. A defesa pretendia afastar a qualificadora de feminicídio, alegando que Elaine e Ferreira mantinham relação esporádica, e que não havia a "figura do amante". 

 

Segundo o advogado Pedro Misael da Silva Corrêa, o júri, composto majoritariamente por mulheres, contribuiu para a condenação. 

 

- O promotor utilizou isso, o tempo inteiro, dizendo que as mulheres deveriam dar uma resposta, um grito de independência. Isso, com certeza, foi preponderante para a decisão - disse Corrêa.  

Fonte: GZH
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