Em reunião de mediação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), o Sindicato dos Metalúrgicos de
Horizontina e a montadora John Deere firmaram, nesta tarde de quarta-feira (22), um acordo de indenização para os trabalhadores demitidos no início deste mês na
planta industrial horizontinense. A empresa confirmou a dispensa dos 167 operários da fábrica de colheitadeiras mediante o pagamento de adicional especial de
indenização.
A companhia de implementos agrícolas vai indenizar em R$ 3 mil os trabalhadores com contrato de prazo indeterminado e em R$ 1,4 mil os
funcionários com contrato temporário. A entidade sindical pedia R$ 5 mil por operário desligado. Já a proposta do Sindicato para o pagamento de plano de
saúde, durante quatro meses, não foi contestada pela empresa.
Em nota a companhia reafirma que as demissões são necessárias por conta
da “volatilidade do mercado brasileiro”.
Posicionamento John Deere
A John Deere informa que viabilizou um acordo junto
ao Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas, Mecânica e de Material Elétrico de Horizontina, por meio do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª
Região, para que seja homologada a redução de quadro pessoal da fábrica de colheitadeiras em Horizontina (RS), conforme anunciado em 1/10/2014.
A companhia reitera que, nesta e em todas as negociações, sempre teve como prática conduzir seus processos de forma ética e transparente, principalmente
no que se refere à negociação de alternativas trabalhistas com os próprios funcionários, sindicatos e entidades de classe. A empresa esclarece ainda que,
apesar de todos os esforços, a adequação do quadro pessoal da fábrica de colheitadeiras em Horizontina (RS) foi realmente necessária devido à
volatilidade do mercado brasileiro.
Segundo Relatório de Finanças 3º Trimestre Ano Fiscal 2014, publicado em 13 de agosto, a Deere&Company
comunicou previsões de queda de 15% nas vendas da indústria de máquinas agrícolas na América do Sul, em relação aos altos índices
atingidos em 2013. No mercado nacional, números da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), mostram que as vendas do mercado
nacional de máquinas agrícolas caíram 18% de janeiro a setembro deste ano em relação ao mesmo período do ano passado.
Com
mais de 30 anos de história no Brasil, a companhia reitera que sempre teve como prática conduzir seus processos de forma ética e transparente, principalmente no que se
refere à negociação de alternativas trabalhistas com os próprios funcionários, sindicatos e entidades de classe.
A John Deere
ressalta ainda que manterá sua política de investimentos no Rio Grande do Sul, para que as duas unidades localizadas no estado continuem atingindo níveis de
produtividade com excelência, oferecendo as mais modernas tecnologias agrícolas aos produtores rurais.