27/01/2021 | 07:41 | Polícia
Caroline Virgínia Bamberg Machado vem de Cruz Alta para atuar na Capital. Polícia também muda comando do Departamento do Interior e da Corregedoria
Com 16 anos de atuação na Polícia Civil, a delegada Caroline Virgínia Bamberg Machado, que se destacou na investigação da morte do menino Bernardo Uglione Boldrini, de Três Passos, vai assumir o comando do Departamento Estadual de Proteção a Grupos Vulneráveis (DPGV), em Porto Alegre.
Além da troca no comando, também haverá reestruturação na Divisão da Criança e do Adolescente (Deca), que integra o departamento. Casos envolvendo vítimas menores de 18 anos passarão a ser atendidos por três delegacias e não por apenas uma, como ocorria até então em Porto Alegre.
Caroline, que deixa a delegacia Regional de Cruz Alta, chega com o desafio de fortalecer o trabalho em relação a crianças e a adolescentes vítimas de crimes.
Com a alteração, a atual diretora do DPGV, delegada Shana Luft Hartz, passa a ser a titular da Delegacia Regional de Lajeado. O DPGV engloba, além de delegacias da criança e do adolescente, a do idoso, de mulheres e a da intolerância, que trata de casos motivados por questões de raça, origem étnica, orientação sexual e procedência nacional.
Outros setores da polícia também terão mudanças. Do Departamento de Polícia do Interior (DPI) sai o delegado Joerberth Pinto Nunes e assume o delegado Heraldo Guerreiro, que era regional no Litoral Norte. Nunes passa a responder pela chefia da Corregedoria-Geral da Polícia Civil.
A chefe da Polícia Civil, Nadine Anflor, afirmou que os movimentos são naturais após dois anos de gestão.
— A mudança na estrutura das delegacias é um ganho para Porto Alegre. Neste ano, o foco vai ser forte nos crimes contra a criança. A meta é chegar ao fim do ano com números melhores, temos muitos inquéritos em uma delegacia e isso vai ser redistribuído, vai aumentar a força de trabalho — disse Nadine.
Maior apoio a crianças e adolescentes vítimas
A percepção de que o atendimento a crianças e a adolescentes vítimas precisava reforço vinha desde 2019, segundo a delegada Shana, mas como 2020 foi um ano atípico - inclusive, com redução de ocorrências -, a reestruturação foi adiada. Dados de 2019 mostram que a a Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima recebeu quatro vezes mais registros de crimes sexuais dos que as duas delegacias quer atuavam exclusivamente apurando atos infracionais cometidos por adolescentes.
Até então, a Deca tinha duas delegacias para crianças e adolescentes infratores e apenas uma para eles como vítimas. Agora, as três delegacias da divisão atenderão casos de vítimas e de infratores. Elas receberão os casos a partir de uma divisão das regiões da cidade, como já ocorre com as delegacias de homicídios, e terão como foco principal crimes sexuais e maus-tratos, que, além de graves, são os crimes mais comuns contra a infância e adolescência.
A estrutura do DPGV:
Números do DPGV em 2019: