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15/01/2021 | 06:51 | Geral

Terceira fase do Pronampe libera R$ 423,2 milhões a pequenas empresas do RS

Estado teve 3,6 mil operações na etapa do programa realizada no final de 2020

Estado teve 3,6 mil operações na etapa do programa realizada no final de 2020
Reprodução/Internet

Disponível apenas nos últimos dias de 2020, a terceira fase do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe) liberou R$ 423,2 milhões no Rio Grande do Sul, em 3,6 mil operações de crédito. Os números constam no balanço de 7 de janeiro do Fundo de Garantia de Operações (FGO), administrado pelo Banco do Brasil e que tem a função de avalizar os empréstimos. 

 

Nesta etapa do programa, o Estado foi o quarto no país em número de empréstimos, atrás de São Paulo, Minas Gerais e Paraná. Já em volume de recursos captados, os gaúchos figuraram como os terceiros, aquém de paulistas e mineiros. No Brasil, os bancos liberaram R$ 4,84 bilhões em 42,9 mil contratos com micro e pequenos negócios. O montante representa 47% dos R$ 10,19 bilhões repassados pelo governo federal ao FGO para novas operações no âmbito do Pronampe. 

 

O curto prazo entre a disponibilização dos recursos e o período de captação dos empréstimos é o que justifica a sobra dos recursos destinados à terceira etapa do programa, na avaliação do analista de soluções financeiras do Sebrae-RS, Augusto Martinenco. Aprovada no Senado em 11 de novembro e na Câmara dos Deputados em 22 de dezembro, o aporte extra ao FGO só foi sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro na noite do dia 29 do mês passado.  


Por serem feitas a partir de recursos provenientes de restos de outras linhas criadas pelo governo durante a pandemia e que tinham caráter extraordinário, as operações da terceira fase podiam ser fechadas somente até o final de 2020. Como o dia 31 foi feriado bancário, na prática os empresários tiveram apenas 30 de dezembro para alinhar contrato com o banco e garantir a verba. Neste ano, não há previsão orçamentária para o Pronampe. 

 

— Não foi por falta de demanda que os recursos não foram totalmente aproveitados. Foi pelo prazo exíguo. Quem conseguiu acessar o Pronampe nesta terceira fase foi principalmente quem já tinha crédito pré-aprovado nas fases anteriores do programa — constata Martinenco. 

 

Gerente da assessoria parlamentar da Fecomércio-RS, Lucas Schifino lembra que o dinheiro direcionado ao FGO e não utilizado no Pronampe seguirá no fundo e poderá servir para os bancos abaterem juros de outras linhas. Schifino destaca que a entidade trabalhará junto à bancada gaúcha em Brasília para a aprovação de projeto que tramita no Congresso e pretende tornar o Pronampe permanente.  

 

— A vantagem do projeto é que ele permite que os deputados aloquem valores de emendas parlamentares ao programa. Isso poderia motivar, por exemplo, a bancada gaúcha e os parlamentares daqui a destinarem recursos para empréstimos — destaca. 

 

O juro baixo (Selic, hoje em 2%, mais 1,25% ao ano) e as condições para pagamento do empréstimo (carência de até oito meses e parcelamento em até 36 meses) tornaram o Pronampe a linha mais disputada pelos pequenos empreendedores durante a pandemia de coronavírus. Na soma das três fases do programa houve liberação de R$ 37,52 bilhões, em 516,3 mil operações no país. No Rio Grande do Sul, foram 65,9 mil empréstimos, totalizando R$ 3,69 bilhões. 

 

— O Pronampe nos deu fôlego, ajudou a nos organizarmos e hoje estamos conseguindo funcionar com normalidade, dentro do possível — ressalta Susana Fogliatto, sócia-diretora da escola Ser Criança, que havia obtido R$ 100 mil na segunda fase do programa.  

 

Com o dinheiro, Susana destaca que foi possível pagar salários e regularizar impostos, além de realizar adaptações na estrutura do centro infantil para atender aos alunos de zero a 6 anos de idade durante a pandemia de acordo com os protocolos de segurança. O estabelecimento está com 79 alunos matriculados, ainda abaixo da média para janeiro, que seria acima de 100 crianças. Por isso, a empresária destaca que ainda há caminho a ser percorrido para que a receita volte ao patamar anterior à crise sanitária.  

 

Destino dos recursos da terceira fase do Pronampe

 

  • São Paulo: 10.582 operações, R$ 1,16 bilhão liberados 
  • Minas Gerais: 4.999 operações, R$ 542 milhões liberados 
  • Paraná: 3.710 operações, R$ 399,4 milhões liberados 
  • Rio Grande do Sul: 3.615 operações, R$ 423,2 milhões liberados 
  • Rio de Janeiro: 3.036 operações, R$ 353,5 milhões liberados 
  • Total do Brasil: 42.952 operações, R$ 4,84 bilhões liberados 
Fonte: GZH
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