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20/12/2020 | 19:38 | Polícia

Casal gaúcho é preso após sequestrar menina de quatro anos que foi resgatada em cativeiro, em SC

Criança foi tirada da casa onde morava, em Palhoça, após sua mãe ser espancada por um casal gaúcho de criminosos; cativeiro "insalubre" repleto de "bonecos macabros"

Criança foi tirada da casa onde morava, em Palhoça, após sua mãe ser espancada por um casal gaúcho de criminosos; cativeiro
Delegados que trabalharam em conjunto explicaram as circunstâncias do resgate da criança - Polícia Civil / Divulgação

Uma menina de quatro anos sequestrada em Palhoça, em Santa Catarina, foi encontrada no bairro Cachoeira do Bom Jesus, norte de Florianópolis neste domingo (20). Preso, o casal suspeito do crime é natural do Rio Grande do Sul, mas mora no norte da capital catarinense há alguns anos, segundo a Polícia Civil.


A ação foi realizada na madrugada deste domingo. Os dois suspeitos resistiram à abordagem e foram contidos pelos policiais. Eles foram autuados por sequestro qualificado.

 

O cativeiro era uma casa de dois pisos. O homem estava no andar de baixo. A menina foi encontrada nos braços da mulher, no segundo andar. 

 

–  A menina estava bem assustada com a situação toda. Percebia-se que de fato ela não queria permanecer com aquele casal. Teve um momento de alegria quando viu os policiais. Depois, com a abordagem, ela se emociona. Mas voltou conosco rindo, falando que nós éramos os super-heróis dela – afirmou o delegado João Fleury, que participou do resgate, em coletiva de imprensa.

 

O sequestro ocorreu por volta das 20h de sexta-feira (18), quando a criança foi levada da casa onde mora com a família na localidade de Barra do Aririú. Conforme informações da Polícia Civil ao NSC Total, duas pessoas invadiram a residência, agrediram a mãe a pauladas e levaram a criança em um Gol branco. 


Segundo João Fleury o cativeiro estava "sem condições de estadia para qualquer ser humano", com muita bagunça, fezes de animais misturadas com roupas de criança e também "brinquedos macabros, pintados como se fossem de filmes de terror". 

 

Responsável pela investigação, o delegado Fábio Pereira afirma que ainda não se sabe a motivação do sequestro. Ele relata que, antes de realizar o crime, o casal teria se aproximado da residência da vítima, mas não é possível afirmar se havia uma relação entre suspeitos e a família da vítima. 

 

A mãe da vítima soube identificar os suspeitos, mas a investigação ainda não concluiu qual era o grau de proximidade entre eles. Também ainda não ficaram claras as motivações do crime. 

 

– A prioridade era trazer a criança de volta. Agora  detalhes serão esclarecidos com calma – afirmou o delegado Fábio Pereira.

Fonte: GZH
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