A Defensoria Pública do Estado recorrerá à Justiça para tentar que sejam tornados
indisponíveis, além dos bens do advogado Maurício Dal Agnol, também os da mulher dele, Márcia Fátima.
Até o momento,
estão congelados apenas imóveis e contas de Dal Agnol, que foi preso na segunda-feira em Passo Fundo por suspeita de lesar milhares de clientes. Ele é processado por
não ter repassado a sua clientela parte dos R$ 300 milhões recebidos em acordo firmado com a empresa telefônica Brasil Telecom (BrT, atual Oi), referentes a valores
pagos por ações da antiga estatal CRT.
O Ministério Público encaminhou ao Tribunal de Justiça documentos também pedindo a
penhora dos bens de Dal Agnol, incluindo um haras em Passo Fundo, fazendas em Soledade e um condomínio em Bento Gonçalves. Até o momento, os bens estão
indisponibilizados — ele pode usá-los, sem vendê-los — mas não penhorados. A penhora seria para garantir que sejam pagas dívidas do advogado com seus
clientes, supostamente lesados.
A Defensoria Pública requer agora que também sejam indisponibilizados os bens e contas bancárias da mulher de
Dal Agnol. O pedido é do subdefensor público geral para assuntos jurídicos, Felipe Kirchner. A Polícia Federal abriu até agora 160 inquéritos para
investigar Dal Agnol e a suspeita é que ele possa ter prejudicado 40 mil clientes.
Dal Agnol, seus familiares e colaboradores próximos teriam movimentado
R$ 99 milhões em três meses, segundo estimativa da Justiça.
Veja como foi a prisão do advogado