Um advogado, a namorada dele e mais dois homens viraram réus pela morte do empresário Humberto Luiz Cavazzotto, de 49 anos, em Balneário Camboriú, no Litoral Norte catarinense. O assassinato ocorreu em janeiro deste ano, na frente da casa da vítima. Os quatro estão presos preventivamente, sendo a mulher em casa, com uso de tornozeleira. Uma quinta pessoa também foi denunciada, pela adulteração da placa do veículo usado no homicídio.
As informações foram divulgadas nessa quinta-feria (14) pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). Segundo a denúncia, o crime foi motivado porque a vítima cobrava do advogado uma dívida referente à compra de um carro no valor de R$ 100 mil.
Denúncia
A denúncia foi apresentada no dia 8 de maio pela 8ª Promotoria de Justiça de Balneário Camboriú. Conforme o MPSC, o assassinato foi planejado pelo advogado, que estava incomodado com a cobrança insistente da dívida, e pela namorada dele.
Com a ajuda de um amigo, que foi preso em Osório (RS), o advogado e a namorada conseguiram o contato de um quarto homem, contratado para executar o crime, segundo o MPSC.
No dia anterior ao homicídio, o acusado de ser o autor dos disparos e o advogado teriam roubado um veículo em Itajaí. Uma quinta pessoa, também contatada por meio do homem preso no Rio Grande do Sul teria trocado a placa do carro por uma clonada.
No dia do crime, o denunciado apontado como o autor dos disparos teria estacionado próximo à casa do empresário e o advogado teria ficado à espreita, próximo do local. Por volta das 8h25, a vítima foi até a frente de casa para despedir-se de um amigo com quem estava tomando chimarrão. Nesse momento, Cavazzotto foi abordado pelo criminoso e levou seis tiros, morrendo no local.
Em seguida, o homem que atirou teria se encontrado com o advogado e ambos seguiram para Porto Alegre (RS). A namorada do advogado ficou em casa, monitorando veículos de comunicação e redes sociais para passar aos demais as informações sobre o homicídio que eram divulgadas, acusa o MPSC.
Tipificação do crime
Para o Ministério Público, o homicídio foi duplamente qualificado - praticado por motivo torpe e sem possibilidade de defesa pela vítima. A denúncia foi recebida pela Justiça ainda no dia 8, e os cinco denunciados réus na ação penal.
O advogado e o executor do assassinato respondem por homicídio, roubo de veículo e adulteração de sinal identificador de veículo. A namorada do advogado, por homicídio. Já o homem preso em Osório vai ser julgado por homicídio e adulteração de sinal identificador de veículo, mesmo crime pelo qual responde o suspeito de ter alterado a placa.