Logomarca Paulo Marques Notícias

06/04/2020 | 05:46 | Polícia

Morte do menino Bernardo completa seis anos

Condenados pelo caso ainda tentam recorrer da decisão, mas de todos, apenas um permanece em liberdade

Condenados pelo caso ainda tentam recorrer da decisão, mas de todos, apenas um permanece em liberdade
Arquivo
O dia 4 de abril ficará sempre marcado por um crime que chocou todo o país. Nesta data, Bernardo Uglione Boldrini foi friamente assassinado e até hoje, o caso permanece nos tribunais.
Após o desaparecimento no dia 4 de abril de 2014, o corpo de Bernardo foi encontrado apenas dez dias depois, enterrado dentro de um saco, próximo ao rio Mico, interior de Frederico Westphalen.
Edelvânia Wirganovicz foi considerada a autora do crime, por ter cometido o assassinato utilizando uma superdosagem de Midazolam (sedativo de uso restrito). Segundo o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, Evandro Wirganovicz, foi o responsável por abrir a cova vertical em que Bernardo foi enterrado. O pai e a madrasta, Leandro Boldrini e Graciele Ugulini, respectivamente, foram condenados por serem considerados os mandantes. O motivo do assassinato, seria a herança deixada pela mãe de Bernardo, falecida em 2010.
Caso ainda nos tribunais
Todos os acusados foram julgados pela Comarca de Três Passos e condenados. O julgamento é considerado o mais longo da história no Estado e foi presidido pela Juíza de Direito Sucilene Engler.
Leandro Boldrini, foi condenado a 33 anos e 8 meses de prisão (30 anos e 8 meses por homicídio quadruplamente qualificado, 2 anos por ocultação de cadáver e 1 ano por falsidade ideológica). Graciele Ugulini foi condenada a 34 anos e 7 meses de reclusão (32 anos e 8 meses por homicídio quadruplamente qualificado e 1 ano e 11 meses por ocultação de cadáver). Edelvânia Wirganovicz foi condenada a 22 anos e 10 meses (21 anos e 4 meses por homicídio triplamente qualificado e 1 ano e 6 meses por ocultação de cadáver). Evandro Wirganovicz foi condenado a 9 anos e 6 meses (8 anos por homicídio simples e 1 ano e 6 meses por ocultação de cadáver).
De todos os condenados, apenas Evandro conquistou a liberdade condicional, ainda em março de 2019. Os outros três já deram entrada ao pedido de revisão da pena, mas aguardam o recurso em regime fechado.
Fonte: Thiago Henrique/jornal Folha do Noroeste
Mais notícias sobre POLÍCIA