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03/04/2020 | 08:43 | Polícia

Juíza manda soltar líder de facção criminosa do RS, mas ele continuará preso

José Dalvani Nunes Rodrigues, conhecido como Minhoca, está em uma penitenciária federal

José Dalvani Nunes Rodrigues, conhecido como Minhoca, está em uma penitenciária federal
José Dalvani Nunes Rodrigues, o Minhoca - Divulgação / Polícia Civil
A juíza Lourdes Helena Pacheco da Silva, da 3ª Vara do Júri de Porto Alegre, concedeu liberdade provisória a um dos líderes de uma das facções criminosas com atuação em Porto Alegre. A decisão foi tomada em um dos processos criminais que José Dalvani Nunes Rodrigues responde na Justiça. 
Minhoca, como é conhecido, responde a ações por tráfico de drogas e homicídio. O criminoso está preso neste momento em uma penitenciária federal, fora do Rio Grande do Sul. Entre os argumentos da magistrada, está a pandemia de coronavírus e o fato de a prisão preventiva perdurar por dois anos e meio nesta ação.
“Não obstante as circunstâncias pessoais negativas do réu José Dalvani, visto que reincidente, é de se reconhecer que o prazo da prisão preventiva torna-se-ia excessivo com seu prolongamento para além desta data, em razão de atraso não atribuível ao acusado ou a sua defesa”, destaca a juíza.
Em relação à pandemia, a magistrada cita na decisão recomendação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) sobre medidas a serem tomadas por juízes criminais.
A magistrada determina a expedição de alvará de soltura caso o criminoso não esteja preso por outro motivo. E é justamente por essa razão que Minhoca continuará no sistema prisional. Ele possui outros mandados de prisão e, por isso, permanecerá detido.
Fonte: Gaúcha ZH
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