Um suspeito de ter ateado fogo contra a casa da gremista Patrícia Moreira, que foi flagrada chamando o
goleiro Aranha de macaco na partida contra o Santos pela Copa do Brasil, no final de agosto, foi preso na tarde desta sexta-feira.
Segundo a Polícia Civil, o
homem foi identificado por uma testemunha e será levado à 14ª Delegacia de Polícia (DP) de Porto Alegre para prestar depoimento. A principal suspeita para o fogo
ter sido causado de maneira criminosa é o hiato entre o suposto ponto inicial das chamas (o hidrômetro) e a casa incendiada e o relato de uma vizinha que teria visto uma pessoa
próxima da residência pouco antes do fogo começar.
Conforme o delegado Tiago Baldin, embora as chamas tenham iniciado por volta das 4h, a
polícia só ficou sabendo do caso através de uma denuncia anônima às 13h30min. O motivo de o Corpo de Bombeiros — que combateu o incêndio
— não ter feito o aviso vai ser apurado, assim como as circunstâncias do trabalho dos agentes.
Segundo Baldin, a principal testemunha
já vinha sofrendo ameaças e, inclusive, também teve a casa apredejada desde que Patrícia foi reconhecida pelo ato de injúria racial. Ela estaria
"assustada" e, por isso, tem o nome preservado.