Preso em Três Passos acusado de participar da morte do menino Bernardo Uglione Boldrini, Evandro Wirganovicz não negou envolvimento no crime
à esposa, conforme documento obtido nesta quinta-feira por ZH. A delegada Carolina Bamberg, que conduziu as investigações do assassinato e indiciou Evandro,
Edelvânia Wirganovicz, Graciele Ugulini e Leandro Boldrini por homicídio qualificado, disse à Justiça que a mulher do réu suspeitou e confrontou ele
após o corpo do menino ser achado, em 14 de abril, e ouviu o seguinte:
"Ela disse que também suspeitou dele quando ficou sabendo dos fatos.
Confrontou ele e ele somente chorou, ele não falou nada, não falou que não, somente chorou", relatou Caroline Bamberg.
Evandro também
foi submetido ao teste com detector de mentiras, que apontou "risco de mentira no segmento de fala em que diz não ter nenhuma participação no crime".
Além disso, o mesmo teste informa que o réu "obteve altos níveis de estresse quando questionado acerca do buraco que foi cavado. Isto evidencia que o assunto
é um problema para ele".
O detector de mentiras mostrou ainda que Evandro Wirganovicz realmente esteve próximo ao local onde foi aberta a cova que
enterrou Bernardo, às margens do Rio Mico, em Frederico Westphalen, no dia 2 de abril. Ele disse que foi pescar. Num primeiro momento, negou à Polícia Civil ter estado
lá, mas uma testemunha viu seu carro e, pela consulta à placa, foi constatada sua presença na região.
Laudos revelam falhas na
coleta de materiais e são inconclusivos
"De acordo com a análise do programa, Evandro fala a verdade que ficou com medo de ser preso e
por isso mentiu no depoimento dado à polícia", ressalta o ofício do Gabinete de Inteligência e Assuntos Estratégicos (GIE) da Polícia Civil.
Segundo o advogo dele, Hélio Sauer, a mulher de Evandro foi inquirida sem defensor e prestará novos esclarecimentos no dia 18 de setembro:
– Ele
chorou de raiva (de Edelvânia) de colocar ele no crime. Ela (esposa) vai esclarecer isso, já que falou sem a presença de advogado e foi enrolada. Quanto ao detector de
mentiras, é óbvio que ele estava estressado, não tem a mínima importância para incriminá-lo.