Apontada como a mentora do assassinato do marido, Liete Lenice Wandscher Matte, de 31 anos, foi condenada a 20 anos de prisão. Ela e outras três pessoas foram consideradas culpadas pela morte de Marcelo Edson Matte, 31 anos.
O julgamento ocorreu na quinta-feira (30), no Foro de Novo Hamburgo, no Vale do Sinos. O crime ocorreu em 2015.
A vítima era moradora de Lindolfo Collor, mas foi executada com oito tiros em Novo Hamburgo.
A juíza Angela Roberta Paps Dumerque condenou ainda a 21 anos de prisão o cunhado da vítima e irmão da mentora, Laércio Wandscher. Também foram considerados culpados Geovani Francisco dos Santos, com pena de 18 anos de prisão, e Jonatan Garcia Woithoski, de 15 anos.
A trama para o crime
Segundo a tese do Ministério Público, acatada pelos jurados, Liete decidiu matar o marido porque tinha desavenças com ele. Ela teria pedido ao irmão que providenciasse meios e pessoas para realizar o assassinato. Laércio, então, teria dado a tarefa a Geovani, que contratou Jonatan.
A casa da família, em Lindolfo Collor, foi invadida e a vítima, a esposa e a filha do casal foram rendidas — simulando um assalto seguido de sequestro.
Marcelo foi levado como refém no próprio veículo, uma Ranger. Ele trabalhava no setor de recursos humanos de uma empresa em Novo Hamburgo. Os objetos roubados também foram levados no carro. Cerca de meia depois do assalto, mãe e filha conseguiram se soltar e avisar a polícia. Elas relataram que os criminosos invadiram a casa usando toucas e luvas, o que impossibilitou a descrição das características. Elas não foram agredidas durante a ação.
A caminhonete da família foi localizada queimada, no bairro Santo Afonso, em Novo Hamburgo. O município fica a cerca de 20 quilômetros de Lindolfo Collor. Ao lado do veículo, estava o corpo da vítima.
GaúchaZH aguarda posição da Defensoria Pública, que defende Jonatan e Geovani. No escritório de advocacia que defende Laércio e Liete ninguém atendeu às ligações.