Vai demorar pelo menos mais 20 dias para carros e veículos leves voltarem a circular na Ponte da Integração, entre Palmitos (SC) e Iraí
(RS). A estimativa é do engenheiro Venceslau Adolpho Júnior, da Sociedade Geral de Empreitadas Ltda (Sogel), empresa contratada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de
Transportes (DNIT). A passagem de veículos foi interrompida dia 26 de agosto após engenheiros constatarem fragilidade na estrutura.
Uma vistoria
detalhada do DNIT verificou rompimento de dois dos quatro tubulões que sustentam o 120, dos 16 pilares da ponte. Foi formalizado um contrato emergencial com a Sogel para a
recuperação da estrutura. Cerca de 25 pessoas já trabalham na ponte. O molde que vai cobrir os tubulões chega nesta sexta-feira, e sábado cinco
mergulhadores de Rio Grande (RS) começam a trabalhar no revestimento.
O engenheiro esclarece que o aumento do nível do rio, a correnteza e a turbidez da
água podem atrapalhar os trabalhos, causando atrasos. Além disso, os mergulhadores podem encontrar mais problemas na estrutura que está submersa e que não foi
identificado na vistoria anterior superior ao nível do rio.
Enquanto a passagem não é reaberta os veículos desviam pelas balsas de
Mondaí e Itapiranga ou até pela ponte do Goio-Ên, em Chapecó. Outros moradores da região atravessam os mil metros da ponte a pé.
A gestante Daniela Folle, que está com 7,5 meses de gravidez, fez dois quilômetros a pé ontem entre a ida para Iraí e a volta para Palmitos, onde
mora. Ela foi de carro até a ponte, fez a travessia a pé e, no lado gaúcho, pegou um táxi até Iraí, para fazer o pré-natal com seu
médico. Foram R$ 35 para ir e mais R$ 35 para voltar, só de táxi. Sua amiga Sônia Felchicher foi acompanhá-la. Elas só esperam que até o
próximo exame, daqui a 20 dias, a ponte esteja liberada.
Liberação total do tráfego só ano que vem
Os trabalhos de revestimento na base do pilar da pontes são apenas um paliativo para liberar o tráfego parcial, segundo o engenheiro superintendente do DNIT da
região de Cruz Alta, José Augusto Bassani. Posteriormente terão que ser feitos mais blocos de concreto e mais tubulões na base do pilar 12, para a
sustentação suficiente ao tráfego pesado. O prazo para a liberação total do tráfego está prevista para o dia 4 de janeiro.
Ele informou ainda que a recuperação, orçada em R$ 7,8 milhões, inclui apenas a estrutura dos pilares 11 e 12, que eram os mais críticos.
Posteriormente deverá ser feita a manutenção dos demais pilares. O engenheiro Bassani, do DNIT, disse que periodicamente são feitas vistorias nas pontes para
avaliar a necessidade de manutenção.