O juiz Marcos Luís Agostini, da Comarca de Três Passos, negou na tarde desta segunda-feira (1º) o pedido para restringir o acesso da imprensa ao Fórum da cidade no
Noroeste do Rio Grande do Sul durante as audiências do caso Bernardo. O pedido havia sido feito pela defesa de Graciele Ugulini, um dos quatro réus no processo.
A primeira audiência sobre o assassinato do menino encontrado morto em abril ocorreu no dia 26 de agosto. A segunda está marcada para a próxima segunda-feira
(8). São réus no processo o pai dele, Leandro Boldrini, a madrasta, Graciele Ugulini, e amiga dela, Edelvânia Wirganovicz, e o irmão, Evandro Wirganovicz. Eles
estão presos e respondem pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver.
Segundo a decisão do magistrado, o
processo não tramita em segredo de Justiça e a liberdade de imprensa é direito garantido no artigo 220 da Constituição Federal, o que inclui a
possibilidade de ingressar em prédios públicos para obtenção de informações a respeito de processos e de audiências.
Ainda, sobre pedido da defesa de informações acerca do fornecimento de cópia do DVD contendo a gravação do interrogatório da ré Graciele ou
cópia de carta da acusada, o magistrado afirmou que não há como saber quem entregou os conteúdos à imprensa.
O magistrado
também registrou ciência da habilitação dos novos defensores de Leandro Boldrini. No sábado (30), o advogado Jader Marques anunciou que não
representa mais o médico. A defesa foi assumida por Ezequiel Vetoretti e Rodrigo Grecellé Vares.