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27/11/2019 | 05:46 | Geral

Diocese pede ''comunicação formal'' para investigar curas e bênçãos ao orar para menino Bernardo

Cônego diz que Santa Sé será notificada das peregrinações em nome do menino

Cônego diz que Santa Sé será notificada das peregrinações em nome do menino
Divulgação
A Diocese de Frederico Westphalen já está atenta a notícias de curas e outras bênçãos atribuídas a Bernardo Uglione Boldrini, assim como a de peregrinações ao túmulo do menino, em Santa Maria.
O processo para o reconhecimento por parte da Igreja é longo, mas pode começar assim que houver uma comunicação formal dos casos.
— Precisamos que os relatos cheguem até nós. O bispo (de Frederico Westphalen, Dom Antonio Carlos Rossi Keller) fará uma notificação à Congregação para as Causas dos Santos, no Vaticano, e poderá haver a autorização para que Bernardo seja considerado servo de Deus, com oração difundida em nome dele. Mas tudo com aprovação eclesiástica — explicou o cônego Carlos Alberto Pereira da Silva, chanceler do bispado da diocese de Frederico Westphalen.
Conforme o cônego, há três requisitos para que uma pessoa se torne candidata ao reconhecimento de santidade: fama de santidade, exercício das virtudes cristãs em grau heroico e ausência de obstáculos insuperáveis contra a canonização. Uma análise inicial indica que Bernardo preencheria as três exigências.
— A fama de santidade se dá pela comprovação de que era uma pessoa de bem, que buscava fazer o bem, não fazia o mal. O exercício das virtudes cristãs em grau heroico é como suportar sofrimento com alegria, e isso o Bernardo tinha. Estava sempre feliz, alto astral. Foi uma surpresa para mim saber depois o que ele sofria. E a ausência de obstáculos para a canonização também parece estar ok — explicou o chanceler.
Superados esses requisitos, é então aberta uma investigação prévia por parte do bispo de Frederico Westphalen e é nomeado um postulador na Santa Sé, no Vaticano, uma espécie de relator do procedimento. Ao final da apuração prévia, se tudo estiver a contento, o bispo declara um "nada consta" contra a beatificação e então segue o processo de investigações e outros trâmites até um eventual reconhecimento dele como beato ou santo.
— Importante destacar que a Santa Sé faz declarações de santo para o bem da Igreja e não para criar confusão na Igreja. Então, não pode haver cultos exagerados sem permissão, distribuição de orações. Isso pode prejudicar o processo. As pessoas não sabem disso, fazem com boa intenção, mas o pároco local pode dar todas as instruções — ressalta  o cônego.
Fonte: Gaúcha ZH
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