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22/11/2019 | 12:07 | Geral

Venda da Refap avança para etapa final de disputa

Petrobras anuncia fase em que concorrentes analisarão dados para decidir valor da oferta de compra até fevereiro

Petrobras anuncia fase em que concorrentes analisarão dados para decidir valor da oferta de compra até fevereiro
Unidade gaúcha e outras três refinarias estão à venda - Omar Freitas / Agencia RBS
Conforme a coluna adiantou em entrevista com o diretor de relacionamento institucional da Petrobras, Roberto Ardenghy, a privatização de quatro refinarias, entre as quais a Refap, está entrando na fase de definição da disputa entre os interessados. Foi publicado nesta sexta-feira (22) o comunicado de início da "fase vinculante" (veja reprodução abaixo). A etapa corresponde ao período em que os interessados passam a estudar dados técnicos das unidades para poder elaborar sua proposta de preço.
Embora o processo inclua também a Repar, no Paraná, a Rnest, em Pernambuco e a Rlan, na Bahia, cada unidade será vendida separadamente. Nas estimativas do gerente-geral da refinaria gaúcha, Osvaldo Kawakami, até fevereiro deve estar definido o vencedor da disputa, mas seu nome ainda não será público. 
A melhor proposta, na avaliação da Petrobras, será apresentada aos demais concorrentes, para saber se algum cobre a oferta. Esse formato também é uma tentativa de reduzir eventuais contestações judiciais ao resultado.  Vencida essa etapa, o contrato será submetido à diretoria da Petrobras, e, aprovado, segue para análise dos órgãos reguladores. A previsão para anúncio do novo controlador é julho do próximo ano. 
Embora Ardenghy e Kawakami tenham assegurado que não haverá demissões na unidade gaúcha, o sindicato dos petroleiros afirma ter recebido informações em sentido contrário, ou seja, de que haveria desligamentos não solicitados. Ardenghy afirmou que, após a fase de transição, os funcionários da Refap que quiserem ficar na Petrobras terão de aceitar transferência para outros Estados onde a estatal vai manter atividade de refino.
A BR Distribuidora, que também foi privatizada, está no meio de uma batalha judicial em torno do chamado "Programa de Desligamento Optativo", que inclui redução de pessoal e de salários. Propõe redução de 30% no número de funcionários e redução de 40% na remuneração fixa dos que recebem mais de R$ 11,6 mil. A empresa apresentou o programa, mas uma liminar judicial suspendeu seus efeitos. 
Fonte: Gaúcha ZH
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