A defesa de Leandro Boldrini, acusado de matar o filho, Bernardo Uglione Boldrini, em abril
deste ano, será assumida pelos advogados Ezequiel Vetoretti e Rodrigo Grecellé Vares. A definição aconteceu neste domingo. No sábado, o criminalista Jader
Marques, que até então representava o médico, teve sua procuração revogada e deixou o caso.
— Por divergências com
Boldrini sobre a condução da sua defesa técnica, recebo com naturalidade a revogação dos poderes para atuar em nome deste nos procedimentos em que
é parte — limitou-se a dizer Jader.
Conforme Vetoretti, ele já teve uma breve conversa com Leandro, mas ainda não há uma
estratégia de defesa. O advogado também evitou comentar os vídeos divulgados na semana passada, que mostram brigas entre Bernardo e o pai.
— Essa semana vamos analisar todo o processo para definir uma linha de trabalho. Não posso me manifestar em nada em relação ao mérito (da
acusação). A defesa dele será nos autos — declarou Vetoretti.
Na primeira audiência do caso, realizada na última
terça-feira, no Foro de Três Passos, foram ouvidas quatro testemunhas de acusação. Uma segunda audiência está marcada para o dia 8 de setembro,
quando serão colhidos os depoimentos de outras sete testemunhas de acusação. Ainda não há data definida para os testemunhos de defesa.
Na terça-feira, no Foro de Três Passos, a delegada Caroline Bamberg Machado afirmou que a Justiça recebeu um vídeo periciado no telefone de Boldrini que revelaria
que o médico e a madrasta do menino, Graciele Ugulini, ridicularizavam as reclamações de Bernardo sobre as agressões sofridas em casa.
Na
quinta-feira, Zero Hora teve acesso à íntegra da gravação de 28 minutos em que Bernardo recebe veladas ameaças da madrasta em casa.