Procurado no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, um casal que se identificava como ciganos foi preso pela Polícia Civil em uma casa no bairro Moinhos de Vento, em Porto Alegre, nesta sexta-feira (1º). Os dois estavam com mandados de prisão decretados pelo Poder Judiciário.
Conforme o delegado Arthur Raldi, da Delegacia de Capturas, o homem de 30 anos foi condenado pelo Tribunal de Justiça pelo atropelamento com morte de um motociclista em Pelotas, em 2009. Na época, chegou a alegar que a caminhonete havia sido furtada e estava sendo conduzida por outra pessoa. Ele possuía mandado de prisão por sentença condenatória definitiva.
Já a mulher, de 35 anos, responde por crimes patrimoniais em Santa Catarina. No Estado vizinho, possuía quatro mandados de prisão por furtos qualificados. Os crimes ocorriam, conforme a polícia, quando a mulher pedia para entrar em casas com a desculpa de trocar a fralda do filho. Quando as vítimas se distraíam, ela aproveitava para furtar objetos da casa.
Segundo Raldi, a polícia do Estado foi informada na quinta-feira (31) pelos investigadores de Santa Catarina sobre a possível localização do casal em Porto Alegre:
— Identificamos o local, fomos até lá, fizemos a prisão e trouxemos eles ao Deic. A cooperação é comum entre a Polícia Civil. Mantemos contato direto. Muitos cometem crimes aqui e vão para lá e o contrário também acontece — afirmou o delegado Raldi.
Delegado da Polícia Civil em Palhoça e responsável pela investigação em Santa Catarina, Arthur de Oliveira Lopes afirmou que o casal seria membro de uma quadrilha de 10 pessoas que praticava estelionatos. Eles também usariam menores de idade para praticar crimes em diferentes municípios catarinenses, conforme a investigação.
O grupo criminoso se valia de tradições da etnia cigana, como o não registro de documentos, para praticar os crimes, segundo Lopes.
— Toda a quadrilha são ciganos e utilizavam dessa condição para crimes crimes. Eles não têm registros, não têm identidade, devido à cultura. Então, eles compravam certidões de nascimento falsas e faziam documentos em diferentes estados — explica o delegado de Santa Catarina.
A tendência, segundo o delegado do Decap, é que o homem fique preso no RS, devido ao mandado de prisão por homicídio, enquanto a mulher seja enviada para a para Santa Catarina. Até o momento, eles estão presos no Deic, na Capital.