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25/10/2019 | 15:42 | Geral

Greve dos servidores do Judiciário completa um mês

Divulgação
A greve dos servidores do Judiciário completou um mês nesta quinta-feira (24). A paralisação já superou as greves de 2012 e 2015, com duração de 22 e 21 dias, respectivamente. Em assembleia geral em Porto Alegre na terça (22) os trabalhadores decidiram pela continuidade da greve. 
Conforme a servidora Clarice Locatelli, que trabalha no Fórum da Comarca de Três de Maio, a paralisação segue por tempo indeterminado. 
- Ninguém quer que a paralisação se estenda. Nós já tivemos o ponto cortado desde o primeiro dia. Então, nós temos pressa que o TJ nos receba. Até porque nosso trabalho está lá nos esperando e se acumulando – afirma Clarice.
A mobilização, de acordo com o Sindicato dos Servidores da Justiça do Estado (Sindjus/RS), ocorre em protesto contra um projeto de lei que tramita na Assembleia Legislativa. Se aprovada, a medida deve extinguir os cargos de oficial escrevente do quadro funcional do Tribunal de Justiça, substituindo-os por um cargo de técnico judiciário.
Segundo a categoria, os servidores que ocupam este cargo atualmente, e devem ficar em um "limbo funcional após a extinção".
— Teremos, em um mesmo local de trabalho, realizando as mesmas atividades, servidores com direitos e possibilidades e outros sem nenhuma perspectiva, criando uma situação absurda para os trabalhadores que hoje atuam na Justiça — argumenta o coordenador geral do Sindjus/RS, Fabiano Zalazar.
Segundo o sindicato, os trabalhadores do judiciário também "enfrentam cinco anos de congelamento salarial e falta de perspectivas de progressão na carreira".
Em relação ao impacto da paralisação, a categoria afirmou que "uma orientação prévia em caso de greve" mantém um mínimo de 30% efetivo em serviço em cada comarca.
"Os oficiais escreventes correspondem a 60% da força de trabalho na ativa na Justiça, e são quem efetivamente atende a população nos cartórios", afirmou o sindicato em nota.
Fonte: Rádio Colonial
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