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28/08/2014 | 14:46 | Polícia

Avó usará vídeo para pedir reabertura de inquérito sobre morte de mãe de Bernardo

Segundo Jussara Uglione, em gravação de celular recuperada pela perícia a madrasta afirma que menino teria o mesmo fim de sua mãe

Segundo Jussara Uglione, em gravação de celular recuperada pela perícia a madrasta 

afirma que menino teria o mesmo fim de sua mãe
Jussara Uglione (na foto, com Bernardo) explica que o que viu nas imagens
Abalada com a divulgação do áudio em que Bernardo Boldrini pede socorro e é ameaçado pela madrasta dentro na própria casa em agosto de 2013, a avó materna do garoto, Jussara Uglione, diz ter ficado "sem reação" ao assistir ao vídeo entregue pelo Instituto-Geral de Perícias (IGP) à Justiça com análises no telefone celular de Leandro Boldrini, pai do menino.
Após assistir ao vídeo, a avó disse a Zero Hora que uma frase daria a certeza da culpa do casal na morte da mãe de Bernardo, Odilaine Uglione, em 2010, considerada suicídio pela polícia: "O teu fim vai ser o mesmo da tua mãe", teria dito Graciele Ugulini a Bernardo na gravação.
Conforme o advogado de Jussara, Marlon Balbon Taborda, esta seria uma nova e importante prova para a reabertura do inquérito do suicídio de Odilaine. Desde que Bernardo foi encontrado morto, em 14 de abril em Frederico Westphalen, a família materna dele sustenta que a mãe do garoto foi assassinada e que o fim de Bernardo foi o mesmo por interesses econômicos.
— Foi uma confissão. Quando é dito "teu fim vai ser o mesmo da tua mãe", eles deixam claro que ele seria morto que nem ela — argumenta Taborda.
Jussara Uglione explica que o que viu nas imagens "é difícil de aceitar". Segundo a avó, Leandro a teria proibido de ver Bernardo quando o menino nasceu. Mesmo assim, o garoto a visitava em Santa Maria e demonstrava querer uma aproximação constante:
— Foi um menino de valor e nunca deixou transparecer o que acontecia. Depois de ver tudo isso hoje, tenho certeza que eles assassinaram minha filha.
Marlon Taborda tentou reabrir o inquérito do suicídio de Odilaine, mas a Justiça de Três Passos disse não haver novas provas que justificassem a investigação.
Em 2010, conforme a polícia, Odilaine teria cometido suicídio dentro da clínica de Boldrini e deixado uma carta de despedida. Taborda, porém, apontou falhas no inquérito, como divergências quanto ao exato local da lesão no crânio de Odilaine; existência de lesões no antebraço direito e lábio inferior da vítima; lesões em Leandro Boldrini; vestígios de pólvora na mão esquerda da vítima, que era destra; ausência de exame pericial em Boldrini, assinatura fraudada em uma carta deixada pela mãe de Bernardo e a própria morte do garoto.
Ouça outro trecho da conversa gravada no celular de Leandro Boldrini, divulgado na quarta-feira:
Fonte: Zero Hora
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