O Tribunal do Júri realizado nesta quinta-feira (11) em Bento Gonçalves terminou com a condenação de Ana Paula Marim Bitencourt, 34 anos, pelo assassinato da irmã Aparecida de Fátima Marim Bitencourt, 44. Segundo a 1ª Vara Criminal do município, a pena é de 19 anos de prisão por homicídio qualificado por meio cruel. O crime aconteceu no dia 2 de agosto de 2017.
Conforme o Ministério Público, Ana Paula estava morando há poucos meses no apartamento da irmã no bairro São Francisco e, após desentendimentos, asfixiou Aparecida e a atacou com golpes de faca no peito. Para despistar vizinhos que ouviram gritos de socorro, Ana Paula se passou pela irmã e impediu a entrada de policiais militares.
No dia seguinte ao crime, conforme a promotoria de Justiça, fingiu novamente ser Aparecida ao utilizar o celular dela para mandar mensagens ao síndico do prédio, pedindo desculpas pelo tumulto da noite anterior, e para a empregadora da vítima, dizendo que não poderia trabalhar naquele final de semana.
À Polícia Civil, ela chegou a confessar o crime, mas durante o processo negou a autoria do assassinato — embora, por vezes, tenha dito que sofria surtos e "saia de si" . Nesta quinta-feira, voltou a admitir que cometeu o homicídio. Conforme o promotor Eduardo Só dos Santos Lumertz, ela não apontou objetivamente um motivo para isso. Lumertz ainda avalia se irá recorrer da sentença para pedir alteração na pena.
A reportagem não conseguiu contato com a Defensoria Pública de Bento Gonçalves, que representa Ana Paula.