Os que ouviram e enxergaram os moradores da região de Santos no momento em que caiu o avião com o presidenciável Eduardo Campos
(PSB) vão ser peças importantes na investigação do acidente que está sendo feita pela Força Aérea Brasileira (FAB).
As
informações dos relatos das pessoas deverão ser cruzadas pelos investigadores da FAB. E, do cruzamento das informações, deverá surgir um
cenário que ajudará a apuração. O comerciante Thiago Fernandes Linoa, 26 anos, que mora a duas quadras do local da queda, disse que ouviu um grande estouro. E,
logo em seguida, a casa tremeu.
— Pensei em tudo naquela hora, menos que seria uma avião — contou.
Segundos depois,
funcionárias do restaurante, de propriedade da família de Lino, ligou avisando que o estouro havia quebrado vários vidros da casa comercial. Minutos depois da
ligação, Lino estava na rua. Ele diz que jamais irá esquecer o que viu:
— Era uma correria geral.
O corre-corre era
assistido por Paulo Eduardo da Silva Filho, 26 anos, que na hora da queda do avião coordenava a limpeza de uma bar, que fica a cerca de 100 metros do local do acidente.
— As pessoas corriam para todos os lados — comentou.
Filho disse que viu uma bola de fogo descendo dos céus e, logo em seguida, o
estouro que sacudiu os prédios das redondezas. Pelos seus cálculos, os bombeiros chegaram cinco ou seis minutos depois da queda da aeronave.
—
Durante a manhã, houve várias versões sobre quem estava no avião. As coisas só foram se esclarecer no final da manhã. Nunca tinha visto coisa igual
e espero nunca mais ver — concluiu.