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23/04/2019 | 12:04 | Polícia

Polícia indicia cinco pessoas pela morte de taxista de Rolante

Grupo deve responder responder por homicídio qualificado e organização criminosa

Grupo deve responder responder por homicídio qualificado e organização criminosa
Polícia realizou operação dia 9 deste mês para prender suspeitos do crime e localizar local onde corpo foi enterrado em Portão - Ronaldo Bernardi / Ag
A Polícia Civil indiciou cinco pessoas — quatro adultos e um adolescente — pela morte do taxista de Rolante Sérgio Jaime Bernardes, 64 anos. No inquérito remetido à Justiça, são atribuídos ao grupo as práticas de homicídio qualificado (por emboscada, tortura e motivo torpe) e organização criminosa. A investigação concluiu que a vítima não era o alvo dos suspeitos — dois deles foram presos. 
O delegado Vladimir Medeiros diz que os cinco indiciados integram facção criminosa com base em Novo Hamburgo e atuação no tráfico de drogas. Em 28 de março, eles teriam sequestradoo idoso no interior de Rolante, o levado para uma casa em Portão, no Vale do Sinos, e feitovárias perguntas sobre um homem procurado pelo grupo. 
Bernardes foi torturado até a morte e teve o corpo enterrado em uma área rural do município. Para confundir a investigação, conforme o delegado, os traficantes retiraram o cadáver da cova, colocaram no porta-malas de um carro, o abandonaram em uma rua de Canoas e depois atearam fogo. 
No dia 9, a Polícia Civil deflagrou a operação Figueira, quando um dos envolvidos foi preso — na data, a corporação divulgou que outra pessoa também havia sido detida no início da investigação. Um dos detidos confessou ter enterrado o corpo do taxista. Com essasinformações, Medeiros concluiu as investigações e indiciou os cinco suspeitos. 
Os dois homens que não foram presos têm prisão decretada. O delegado aguarda a internação provisória do adolescente, além de três resultados periciais. Um deles sobre a identificação oficial da vítima, apesar do reconhecimento da família e da confissão de um dos presos. A perícia está confrontando DNA do corpo carbonizado com o material genético coletado de familiares de Bernardes. Outros exames aguardados são o de luminol — produto químico que reage com sangue e emite uma luz — na casa onde o taxista foi torturado e no local onde foi encontrado o cadáver enterrado.
— A investigação continua, já que queremos saber quem os traficantes estavam procurando, além de saber qual ligação dessa pessoa com o taxista, bem como estamos buscando mais provas técnicas para avançar em relação à liderança desta facção neste caso. E, claro, estamos tentando prender os demais indiciados — afirma Medeiros. 
Fonte: Gaúcha ZH
Grupo deve responder responder por homicídio qualificado e organização criminosa
Taxista Sérgio Jaime Bernardes, 64 anos - Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal
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