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06/04/2019 | 05:50 | Polícia

Lula completa um ano preso e já admite cumprir restante da pena em casa

Com pena acumulada de 25 anos, ex-presidente mostra revolta e melancolia acentuada pela súbita morte do neto Arthur e cogita opções para deixar detenção em Curitiba

Com pena acumulada de 25 anos, ex-presidente mostra revolta e melancolia acentuada pela súbita morte do neto Arthur e cogita opções para deixar detenção em Curitiba
Em 7 de abril de 2018, Lula se tornou o primeiro ex-presidente a ser condenado e preso por crime comum - Heuler Andrey / AFP
Na noite de 7 de abril de 2018, o Brasil praticamente parou para assistir ao vivo à chegada à cadeia daquele que havia sido o maior líder de massas da história recente do país. Primeiro ex-presidente condenado e preso por crime comum, Luiz Inácio Lula da Silva é hoje, um ano depois, um animal político consumido pelo cárcere. 
O abatimento não é fruto da onda de antipetismo, das sucessivas derrotas judiciais, tampouco da pena acumulada de 25 anos nos processo do triplex do Guarujá e do sítio de Atibaia que abalaram o petista. Sua revolta e melancolia acentuada nas últimas semanas são motivadas pela súbita morte do neto Arthur, de sete anos, e pela descrença de que venha a ser absolvido nos tribunais superiores. Uma eventual prisão domiciliar, até então rejeitada por Lula por embutir uma suposta admissão de culpa, já é assunto recorrente em algumas das visitas que recebe no último andar da Superintendência da Polícia Federal (PF) em Curitiba.
Lula nutria esperança de obter liberdade na próxima quarta-feira (10), mas o ambiente político turbulento levou o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, a retirar da pauta o julgamento que poderia reverter a prisão após condenação em segunda instância. A expectativa agora é pela análise do recurso especial no Superior Tribunal de Justiça (STJ). 
A defesa pede anulação da condenação no caso do triplex e envio do processo à Justiça Eleitoral. A expectativa era de que o julgamento tivesse ocorrido na última quinta-feira (3), mas não há data prevista. Contra Lula pesa o histórico da Corte em matéria criminal. Levantamento feito no ano passado mostrou que, das quase 69 mil decisões sobre recursos de condenados tomadas entre 2015 e 2017, apenas 0,62% resultaram em absolvições. 
A aposta da defesa é na possibilidade de que pelo menos os ministros excluam o crime de lavagem de dinheiro, diminuindo a pena de 12 anos e um mês imposta em segunda instância, abrindo caminho para uma progressão do regime fechado para o semiaberto ou, então, a prisão domiciliar. Lula segue repetindo que deseja deixar a Superintendência da PF de "cabeça erguida" e com inocência reconhecida pela Justiça. 
No mês passado, porém, seus filhos pediram à prefeitura de São Bernardo do Campo autorização para reformar uma propriedade da família, construída nas proximidades de uma represa. A ideia seria preparar o sítio, com 20 mil metros quadrados de área, para receber o ex-presidente caso ele seja liberado para cumprir o restante da pena em casa.
Fonte: Gaúcha ZH
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