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25/07/2014 | 07:27 | Polícia

Namorado recebe pena de 5 salários mínimos por ocultar corpo de mulher

Homem foi absolvido de participação de homicídio durante júri popular

Homem foi absolvido de participação de homicídio durante júri popular
Maria Rosângela Muniz foi morta a facadas em Blumenau (Foto: Reprodução/RBS TV)
O homem suspeito de participar do assassinato da namorada em 2011 em Blumenau, no Vale do Itajaí, foi absolvido do homicídio em júri popular na manhã desta quinta-feira (24). Após 21 horas de julgamento, Elias Schroeder, de 53 anos, foi condenado apenas por ocultação do cadáver de Maria Rosângela Muniz e deverá pagar o valor correspondente a cinco salários mínimos.  
Além do relacionamento afetivo, Schroeder era chefe de Maria Rosângela. A motivação do crime seria a descoberta por parte da vítima de desvios financeiros na cooperativa onde trabalhavam. 
O júri ocorreu desde as 9h da quarta-feira (23) no Salão do Júri do Fórum de Blumenau e terminou por volta das 6h desta quinta (24). Sete pessoas foram responsáveis pela sentença, integrantes do júri popular, e oito pessoas depuseram sobre o assassinato. Elias teve três advogados que participaram da defesa. O promotor estadual André Mello foi responsável pela acusação.
Mello afirma que irá recorrer da sentença ainda nesta quinta. "Há uma incoerência no julgamento popular. Ele foi absolvido do crime, mas ao mesmo tempo o júri afirmou, por unanimidade, que ele escondeu o cadáver", diz. O promotor entrará com recurso de 2ª instância no Tribunal de Justiça de Santa Catarina, em Florianópolis. Os desembargadores da entidade, caso acatem, tem o prazo legal de 15 dias para resposta. Com a afirmativa, um novo júri popular seria solicitado. 
Pelo crime de ocultação de cadáver, Schroeder recebeu um ano de pena em regime fechado. Entretanto, por ter permanecido em cárcere durante três anos aguardando o julgamento do assassinato, a pena foi revertida em prestação pecuniária. O empresário pagará uma multa equivalente a cinco salários mínimos, R$ 3.620, destinada ao estado. Ele foi solto e retornou para casa.
Duas pessoas condenadas
Duas pessoas foram condenadas a mais de 20 anos de prisão pelo próprio crime. Vanessa Nardes foi julgada em 2013 e condenada a 26 anos e 11 meses de prisão por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Ela era considerada a melhor amiga da vítima. Contratado para o crime, o terceiro envolvido, Edemir Pelin, também foi julgado e condenado a 23 anos de prisão.
O crime
O assassinato ocorreu no dia 25 de janeiro de 2011 em Blumenau. De acordo com as investigações da polícia, Maria Rosângela Muniz, então gerente da cooperativa, foi atraída pela amiga Vanessa Nardes para um apartamento no bairro Velha, onde foi morta com um corte de faca no pescoço. Há a suspeita que Edemir tenha usado um extintor de incêndio para deixar a vítima desacordada.
Segundo uma testemunha, Schroeder levou o cadáver nas mãos, embrulhado em um colchão, e o colocou um carro que estava no prédio. A depoente afirmou o mesmo relato por cinco vezes em júri, durante os três julgamentos dos envolvidos. Costureira, ela costumava arrumar as roupas de Vanessa em sua casa, assim reconheceu o colchão. Schroeder estaria acompanhado de Edemir no carro.
No dia 1º de fevereiro, o corpo da vítima foi encontrado por moradores de Gaspar, município vizinho, em um matagal. No dia 6, Vanessa confessou o crime e disse à polícia que os motivos seriam problemas financeiros na cooperativa, já que Elias pretendia ser reeleito no cargo de presidente e queria esconder as irregularidades. A polícia também não descarta um envolvimento afetivo entre Vanessa e Schroeder.
Fonte: G1/SC
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