Um dos principais suspeitos do homicídio de casal e bebê de 1 ano, em Porto Alegre, foi preso na praia da Barrinha da Ferrugem, em Garopaba, em Santa Catarina, na tarde da última terça-feira (1º). Michel Renan Bragé de Oliveira, de 21 anos, conhecido como Bragé do Bonja, estava foragido desde o ano passado e foi encaminhado ao sistema prisional de Imbituba. De acordo com a 3ª Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), da Polícia Civil gaúcha, ele será transferido para Cadeia Pública de Porto Alegre.
Bragé é um dos suspeitos de envolvimento no triplo homicídio ocorrido em setembro de 2018, que vitimou uma família no bairro Rubem Berta, na Zona Norte da Capital. Ele também é réu no processo em que é acusado por ordenar a execução de Nicolle Brito Castilho da Silva, em junho de 2017, na cidade de Cachoeirinha – crime pelo qual teve prisão preventiva decretada.
Segundo o delegado Cassiano Cabral, a 3ª DHPP estava monitorando o suspeito há mais de um mês e acabou identificando que ele passaria o final de ano em Santa Catarina.
“Conseguimos informações de que ele iria passar as festas de Natal e Ano Novo na Barrinha da Ferrugem. Acredito que lá ele tenha ficado mais à vontade, desprotegido e acabou sendo preso na beira da praia”, destaca Cabral.
Além dos assassinatos, Michel Renan Bragé de Oliveira tem antecedentes criminais por tráfico de drogas, assaltos, receptação e adulteração de sinal identificador.
Conforme informou a Polícia Civil, considerando o caso dos homicídios qualificados, Bragé pode ser condenado à pena de 36 a 90 anos.
Triplo homicídio na Zona Norte de Porto Alegre
No bairro Rubem Berta, por volta das 21h45, Douglas Araújo da Silva, de 29 anos, Sabrine Panes Rodrigues, de 24 anos, e a filha do casal, de um ano, foram executados dentro de um carro, após sair do salão de festas. A família comemorava o aniversario do bebê.
Dois homens, além de Bragé, que participaram do crime já foram presos. No entanto, a polícia seguem em busca do quarto suspeito envolvido na execução.
Segundo as investigações, a motivação do triplo homicídio teria sido uma desavença entre facções por pontos de tráfico de drogas na Capital.
Morte de jovem em Cachoeirinha
Nicolle Brito Castilho da Silva desapareceu, em Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre, em junho de 2017, e o corpo da jovem nunca foi encontrado.
A investigação indicou que a morte de Nicolle foi ordenada de dentro do presídio, por integrantes de uma facção criminosa. Ela teria entregado o endereço de um dos membros da organização para um grupo rival. Com a informação, um homem foi morto com a namorada dois dias antes do desaparecimento de Nicolle. As duas eram amigas.
Na época, Nicolle chegou a relatar ao namorado que estava com medo de ser morta. Ela foi vista pela última vez entrando em um carro Peugeot 208 prata em frente à casa onde morava com o pai, no bairro Vale do Sol, em Cachoeirinha.