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18/12/2018 | 11:42 | Praia Notícias | Polícia

MPSC pede bloqueio de bens de oito pessoas e quatro empresas por obras da Ponte Hercílio Luz, em Florianópolis

Valor de bloqueio passa de R$ 233 milhões, por aditivos de contrato irregulares e falta de fiscalização

Valor de bloqueio passa de R$ 233 milhões, por aditivos de contrato irregulares e falta de fiscalização
Restauração da Ponte Hercílio Luz, em Florianópolis, recebeu aditivo de R$ 37 milhões. ? Arquivo/Secom
O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) moveu na segunda-feira (17) uma ação de improbidade administrativa contra oito pessoas e quatro empresas para a devolução de mais de R$ 230 milhões aos cofres públicos por irregularidades nas obras da Ponte Hercílio Luz, em Florianópolis.
A ação da promotora de Justiça Darci Blatt pede a indisponibilidade dos bens de todos os envolvidos até o total de R$ 233.675.518,92. São citadas seis pessoas do Deinfra (Departamento de Infraestrutura de Santa Catarina), dois empresários e quatro empresas.
Até a manhã desta terça-feira (18), não havia parecer da 1ª Vara da Fazenda Pública sobre a ação. A reportagem não conseguiu contato com os citados até esta publicação.
Contratos e fiscalização
O MPSC analisa as obras a partir de 2006. São vistas irregularidade em dois contratos com acréscimos de valor, alterações de projeto, carência de licitação, falta de fiscalização e aplicação de multa, bem como subcontratações. Também foi considerado que os envolvidos tiveram enriquecimento ilícito e lesaram o patrimônio público.
Entre as afirmações, está do descumprimento proposital da Lei de Licitações, que autoriza aditivos de até 25% do valor total do contrato. A promotora também entendeu que a empresa de fiscalização foi conivente com erros da construtora executora do projeto.
"O conluio entre as empresas e a ganância por mais e mais aditivos quando se tem um consórcio que recebe regularmente os valores do contrato para realizar a restauração da ponte, mas não efetua pelo menos 50% [cinquenta por cento] da obra e isso passados muitos anos. E de outro lado, outro consórcio que recebe para 'fiscalizar' as obras de restauração sem que o faça efetivamente, já que se mostra bem mais interessante fechar os olhos para tais equívocos, evitando, assim, que multas sejam aplicadas e rescisões ocorram de forma mais célere para que, dessa forma, possa ir permanecendo com o decorrer dos anos e recebendo verbas estratosféricas com aditivos escancaradamente abusivos [acima do limite legal], sem que faça o que foi contratada para tanto", conclui a promotora em trecho.
Fonte: G1
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