Os quatro réus do processo que apura a morte do menino
Bernardo Boldrini, ocorrida em abril de 2014, serão julgados em 11 de março de 2019. A data foi definida nesta terça-feira (11) pela juíza do caso, Sucilene
Engler Werle, titular da 1ª Vara Judicial de Três Passos. O júri ocorrerá quase cinco anos depois do assassinato da criança.
A
sessão que julgará Leandro Boldrini (pai), Graciele Ugulini (madrasta), Evandro Wirganovicz e Edelvânia Wirganovicz (irmãos acusados de participar do crime)
começará às 9h30min e será realizada no salão do júri da Comarca de Três Passos.
Em junho, a Sucilene havia solicitado
que o júri fosse transferido para Porto Alegre. Na época, ela alegou que a mudança era necessária para garantir a ordem pública, a imparcialidade do
julgamento e a segurança dos acusados. O pedido, no entanto, foi negado Tribunal de Justiça, que manteve o julgamento em Três Passos.
Serão
ouvidas 28 testemunhas e interrogados os quatro réus. A previsão é de que o julgamento dure até sete dias. Na decisão desta terça-feira, a
magistrada manteve o acesso da imprensa ao julgamento. Sucilene também atendeu o pedido dos advogados de Boldrini e determinou que não haja comunicação entre as
testemunhas durante o julgamento.
Testemunhas
A defesa do pai de Bernardo solicitou que a imprensa não tivesse acesso aos
depoimentos das testemunhas, com o objetivo de manter a incomunicabilidade das mesmas. Ao analisar o pedido, a juíza considerou que isso não seria possível, sob pena de
ferir a Constituição Federal.
— Assim, se nenhuma lei poderá criar embaraços à liberdade de imprensa, qualquer decisão
judicial que restringir tal liberdade estará desamparada de legalidade — ressaltou a juíza.
A magistrada determinou a incomunicabilidade das
testemunhas, de forma que elas permaneçam à disposição da Justiça, a contar da data de início do julgamento, até o momento imediatamente
posterior às oitivas em plenário.
— Devem as testemunhas comparecer no Foro, na data designada, portando objetos de uso pessoal, roupas e todo o
necessário para acomodação em hotéis a serem previamente reservados, lembrando-se que ficarão incomunicáveis até que todas as testemunhas
sejam inquiridas — determinou.
Acesso ao julgamento
Segundo o Tribunal de Justiça, o salão do júri
da Comarca de Três Passos comportará 70 pessoas, incluindo a imprensa e o público em geral. Senhas serão distribuídas aos interessados em acompanhar o
julgamento.