Um casal de idosos que se deslocava de Porto Alegre em
direção a Lagoa Vermelha levou um grande susto na manhã deste domingo. Por volta das 6h, o Gol em que eles estavam caiu numa cratera aberta na ERS-110, em Jaquirana. O
buraco bloqueia a via, na altura do km 71, desde o dia 5 de junho. A estrada cedeu por causa da chuva.
De acordo com a Brigada Militar de Jaquirana, Euplínio
Del Conte Lacerda, 73 anos, e Iolanda Silva Del Conte (idade não confirmada) estariam indo para um velório quando o acidente aconteceu. Eles não teriam visto a
sinalização que avisa sobre o bloqueio da estrada. Euplíneo e Iolanda ficaram levemente feridos e foram encaminhados ao Hospital Nossa Senhora da Oliveira, em Vacaria,
onde passam por atendimento.
O casal só foi socorrido porque dois jovens que trafegavam pela via ficaram curiosos para conferir a cratera e acabaram se deparando
com os idosos lá dentro, cerca de uma hora depois de o acidente ter ocorrido. Os jovens chamaram o socorro.
Atualmente, o único acesso para Jaquirana
é pela BR-116, em Vacaria.
"Não sei como sobreviveram", diz filha do casal que caiu em cratera em
Jaquirana
Fabiane Dal Conte, 45 anos, é uma das filhas do casal que caiu na cratera da ERS-110, em Jaquirana, na manhã deste
domingo. Ela está acompanhando os pais no Hospital Nossa Senhora da Oliveira, em Vacaria. Euplínio Dal Conte Lacerda, 73, e Iolanda Silva Dal Conte, 71, estão com
muitas dores e ainda se recompondo do susto.
— Não sei como sobreviveram. Eles estão bem abalados, minha mãe está toda
cheia de hematomas e meu pai tem problemas de coração, sentiu falta de ar e chegou a ficar inconsciente depois do acidente — comenta Fabiane.
A família é de Porto Alegre e, conforme Fabiane, Euplínio e Iolanda passaram uns dias em Capão da Canoa, de onde saíram neste domingo rumo a Lagoa
Vermelha.
— Eles iam no velório de um primo e, olha só, quase que acontece outra tragédia — diz ela.
Conforme Fabiane, o pai não avistou nenhuma placa que avisasse sobre o bloqueio da via. Ele teria visto um monte de terra com uma passagem do lado e pensou
que fosse um desvio. Logo depois, o asfalto sumiu à sua frente.
— Nós vamos procurar o Estado judicialmente para que outras pessoas
não sejam vítimas — apontou Fabiane.