A força-tarefa de combate a
crimes rurais e abigeato (furto de animais) deflagrou, na manhã desta terça-feira (27), uma grande operação para desarticular uma organização
criminosa, dividida em dois grupos, que atuava em 19 cidades nas regiões Metropolitana, Sul e Litoral Norte.
A chamada Operação Patrulha
conta com mais de 200 policiais, que cumpriram cerca de 100 mandados judiciais em sete municípios da Região Metropolitana – sendo 24 de prisão preventiva, 33 de
busca e o restante sobre bloqueios de bens e contas bancárias. Até as 8h30min, 11 pessoas haviam sido presas.
Os mandados foram cumpridos nas cidades de
Sapucaia do Sul, Gravataí, Cachoeirinha, Esteio, Canoas, São Leopoldo e Novo Hamburgo. O grupo seria responsável pelo roubo de pelo menos 500 cabeças de gado em
sete meses.
A investigação começou em maio, quando integrantes do grupo furtaram animais em uma fazenda no município de Santo Antônio
da Patrulha, no Litoral. De acordo com o delegado Cristiano Ritta, responsável pela apuração, os ladrões atuam de Capão da Canoa, passando pela
Região Metropolitana, até Camaquã, na Zona Sul.
Ao todo, são cerca de 50 pessoas investigadas, que fariam parte de vários
“escalões” do grupo – dos responsáveis por comandar os furtos aos receptadores de gado ou carne roubados. A maioria é da região de
Canoas.
Para a polícia, esta é a maior organização criminosa que atua no Rio Grande do Sul neste tipo de crime e as ações
são, praticamente, diárias. Além do furto e roubo de gados, os ladrões roubam implementos e maquinários agrícolas, bem como residências
rurais.
Eles se dividiram em dois grupos: um responsável pelos furtos de gado e outro que, além deste crime, furta implementos agrícolas. O
primeiro grupo, em alguns casos, mata os animais nas propriedades rurais durante os roubos para levar apenas as partes nobres dos bovinos. O segundo grupo é apontado ainda por roubar
residências rurais.
— Esta é a maior operação contra abigeato no Rio Grande do Sul e uma das maiores, se não a maior,
do país — diz Ritta.
Até o momento, a organização criminosa é investigada em pelo menos 20 inquéritos policiais
sobre abigeato e crimes rurais.
Furtos e roubos
A quadrilha agia nas seguintes cidades: Sapucaia do Sul,
Canoas, Esteio, Santo Antônio da Patrulha, Capão da Canoa, Novo Hamburgo, São Leopoldo, Gravataí, Montenegro, Maquiné, Cachoeirinha, Eldorado do Sul,
Tapes, Camaquã, Sentinela do Sul, Glorinha, Picada Café, Arroio dos Ratos, Encruzilhada do Sul e Campo Bom.