O suspeito de assassinar ontem a
proprietária de um salão de beleza, em Tramandaí, no Litoral Norte, foi preso horas depois do crime em uma ação conjunta da Brigada Militar e da
Polícia Civil.
Dirnei Ferreira Rodrigues, 33 anos, é o suspeito de ter dado três tiros em Navia Regina Christan, 46 anos, por volta do meio-dia
de ontem. Ele foi preso em flagrante por homicídio qualificado. Com Rodrigues, os policiais apreenderam uma arma, que seria a mesma usada no crime. Até a
publicação desta reportagem, o homem ainda não havia prestado depoimento.
Segundo o delegado Paulo Perez, pelo menos outras quatro
pessoas teriam envolvimento no crime. Duas delas já foram identificadas e estão sendo procuradas pela polícia.
A hipótese investigada
pela polícia é de execução. A motivação do crime está praticamente esclarecida, garante o delegado, mas não pode ser divulgada para
não atrapalhar as investigações.
Navia, conhecida como Maninha, era proprietária de um salão de beleza, localizado na Rua
João Pessoa, no centro de Tramandaí. Atiradores teriam descido de um carro, ido até a frente do estabelecimento, disparado contra a vítima e, em seguida, fugido.
Três tiros atingiram a mulher. Pelo menos outras nove pessoas, entre clientes e funcionários, estavam no local, mas não se feriram.
Conforme Perez, o motorista do carro usado pelos criminosos para chegar até o salão não é considerado suspeito. O investigador explica que ele foi contratado
para realizar uma corrida até o local, sem saber das intenções. O condutor teria deixado o suspeito nas proximidades. O homem teria caminhado até o salão,
onde atirou. Depois, usou o mesmo veículo para fugir.
O delegado diz que em outubro do ano passado a vítima já havia sofrido uma
tentativa de homicídio.
— Já havia sido baleada o ano passado e estamos investigando se os casos possuem algum tipo de relação
— afirmou o delegado.
Câmeras de segurança flagraram o momento em que um homem caminha até o salão de beleza, antes de atirar em
Navia.
"Excelente pessoa”, diz amiga de vítima
Clientes e amigos foram surpreendidos com a
notícia da morte da cabeleireira. Navia era considerada “boa profissional e pessoa amigável”.
– Conheço a Maninha há
mais de 20 anos. Estou impressionada com o que aconteceu, não sei por que fizeram isso. Ela era uma excelente pessoa, tinha muitos amigos - disse Andreia Giseli Ribeiro Lopes,
cliente do salão.
Segundo Andreia, a filha e a irmã de Navia trabalham no mesmo ramo.
— A filha trabalhava junto com ela,
como designer de sobrancelhas - afirmou.