Logomarca Paulo Marques Notícias

28/12/2013 | 05:17 | Polícia

Promotor vê fim da impunidade com penas por fraude do leite no RS

Justiça de Ibirubá condenou 6 pessoas após Operação Leite Compensado

Justiça de Ibirubá condenou 6 pessoas após Operação Leite Compensado
Leite encontrado em transportadora durante operação (Foto: Paulo Marques)
As defesas dos seis condenados pela Justiça de Ibirubá, no Norte do Rio Grande do Sul, pela fraude do leite, desvendada na Operação Leite Compensado, informaram que recorrerão da decisão. Já o promotor que coordenou a investigação do Ministério Público, Mauro Rockenbach, considera as penas um aviso de que a impunidade acabou.
"Colocaram substâncias cancerígenas no leite que a população consome. Eu sempre disse que considero mais grave que os crimes hediondos. Considero mais grave até mesmo que o tráfico de drogas", disse Rockenbach.
Os seis condenados agiam em Ibirubá e Selbach, e estavam presos preventivamente deste maio. Daniel Villanova, técnico da cooperativa de leite, foi condenado a 11 anos de prisão. O transportador João Cristiano Max deve ficar 18 anos em regime fechado.
Outros três acusados seguem presos preventivamente, dois em Três de Maio e um em Horizontina. O empresário Leandro Vincenzi, que cumpria prisão preventiva em Guaporé, responderá ao processo em liberdade. Outras 19 pessoas acusadas de envolvimento na fraude aguardam uma decisão da Justiça.
A sentença foi proferida pelo juiz Ralph Moraes Langanke. O magistrado ressaltou que "o crime cometido pelos réus é um delito desumano, repugnante, abjeto e nojento, que causa uma enorme aversão, podendo-se dizer, inclusive, que se trata de um crime mais grave do que o de tráfico de drogas".
Entenda
A Operação Leite Compensado foi desencadeada em maio deste ano pelo Ministério Público para coibir uma fraude no leite cru, realizada por um grupo de transportadores do interior do estado. A adulteração ocorria no meio do caminho entre a propriedade rural e a indústria. A ação teve como consequências a retirada de lotes do mercado e a interdição de três postos de resfriamento e de uma fábrica em Estrela.
Nas duas fases da operação do MP, 14 pessoas foram presas nas cidades de Ibirubá,Guaporé, Horizontina, Rondinha, Boa Vista do Buricá e Três de Maio. Alguns investigados aceitaram a oferta de deleção premiada e foram liberados, mas outros permanecem detidos. No total, 20 pessoas já foram denunciadas criminalmente por suspeita de participação no esquema.
Fonte: G1
Mais notícias sobre POLÍCIA