A Serra do Rio do Rastro vai receber cerca de R$ 20 milhões para obras de contenção de encostas, confirmou o ministro da
Secretaria de Governo, Carlos Marun, em reunião com o governador de Santa Catarina, Eduardo Pinho Moreira, nesta sexta-feira (12) em Florianópolis. Há meses ocorrem
deslizamentos na região, causando risco aos motoristas.
De acordo com a assessoria de imprensa de Marun, a previsão é que a
liberação seja publicada em Diário Oficial da União (DOU) até quarta-feira (17). A quantia exata não foi divulgada. O governo do estado informou
que até a próxima semana será lançado um edital para os trabalhos.
Ministros, governador de SC e Defesa Civil se reuniram nesta sexta-
feira — Foto: Governo de SC/Divulgação
Nesta sexta, além do governador e de Marun, estiveram presentes na reunião na Casa
D'Agronômica o ministro do Turismo Vinicius Lummertz e o secretário nacional da Defesa Civil, Newton Ramlow.
O grupo iria fazer um sobrevoo pela
Serra do Rio do Rastro, mas um problema com uma aeronave alterou os planos, informou o estado.
Obra
Conforme o governo do
estado, são 25 pontos que devem sofrer intervenção. Destes, 20 ficam em parte sinuosa da Serra catarinense e outros três na área de asfalto em Lauro
Müller e dois em Orleans.
O assessor técnico da Defesa Civil de Santa Catarina, que coordenou o trabalho, Humberto Alves da Silva, explicou que as obras
terão impacto mínimo, para não ofuscar a beleza natural do local. Para a contenção, foram escolhidas telas metálicas de alta resistência que
ficarão quase imperceptíveis a quem deseja contemplar o trajeto. O material também é menos agressivo ao meio ambiente, afirmou.
“Poderíamos optar por outros modelos de intervenção, mas optamos pelo que não vai causar uma agressão visual na paisagem. As telas estarão
ancoradas na rocha sem que o usuário da rodovia perceba”, apontou o técnico.
Prioridade para a segurança
Ainda segundo Humberto Alves da Silva, o prazo de conclusão da obra dependerá de muitas condições, desde o clima (neblina, vento e chuva) até o
aparato de logística para a realização dos trabalhos.
“Uma obra desse porte terá um tempo de conclusão mais elástico.
Antes de tudo, vamos priorizar a segurança de quem estará executando esse trabalho”, reforçou o técnico.
A intervenção
prevê o uso de guindastes, helicóptero, e até alpinistas que serão responsáveis pela remoção de blocos na eminência de queda. Durante
os trabalhos, pode haver alterações no trânsito da rodovia.