21/09/2018 | 07:00 | Geral | Três de Maio
Instituição conta com o atendimento de duas profissionais da área
A Apae de Três de Maio conta hoje com o trabalho de duas fonoaudiólogas: Ane Caroline Schneider e Fabieli Thaís Backes. As duas profissionais são habilitadas para identificar, diagnosticar e tratar pessoas com distúrbios da comunicação oral e escrita, voz e audição.
Fabieli conta que, há algum tempo, o profissional fonoaudiólogo estava associado àquele que atendia pessoas com gagueira ou surdos. “Felizmente, percebe-se que hoje esse olhar se expandiu, sendo mais conhecida a atuação do profissional. Nossa área de atuação é muito ampla e aqui na Apae conseguimos trabalhar vários aspectos que envolvem a fonoaudiologia em um mesmo paciente”, acrescenta Ane.
Quando uma criança ou aluno chega para avaliação, as profissionais realizam entrevista com os familiares e observam o desenvolvimento da linguagem oral e escrita e do sistema sensório motor oral, suas estruturas e funções. “Quando necessário, encaminhamos para avaliações médicas e auditivas, pois as dificuldades de audição comprometem o desenvolvimento da linguagem”, destaca Ane.
As fonoaudiólogas explicam que a dificuldade de linguagem é a mais frequente queixa que trazem os pacientes para avaliação na Apae. Segundo elas, o atraso de linguagem é sinal de alerta para alterações no desenvolvimento. “Os pacientes com deficiência intelectual sempre terão alguma dificuldade na linguagem oral e escrita, com variações no grau do comprometimento”.
Ane e Fabieli afirmam que a demanda na faixa etária de dois e três anos vem aumentando, mas o predomínio ainda é de crianças na fase de alfabetização. “Hoje, a principal dificuldade diz respeito ao processo de aprendizagem da leitura e escrita.”
Nas sessões, as fonoaudiólogas trabalham com exercícios específicos para cada caso. Utilizam brinquedos, jogos e livros, entre outros materiais, como recursos terapêuticos. Cada paciente responde de forma diferente, sendo que as mínimas evoluções são sempre comemoradas.
Na instituição, as sessões são de 30 minutos, semanalmente. Desta forma, a participação dos pais é muito importante, pois quando eles aceitam o tratamento e seguem as orientações, ficam evidentes as evoluções dos pacientes, segundo Fabieli.
As duas ressaltam a importância de trabalharem em uma equipe interdisciplinar, um dando suporte ao outro. As reuniões de equipe permitem que os profissionais da instituição troquem experiências sobre os atendimentos.
“Nós, enquanto equipe, olhamos para o paciente como um todo, não o segmentamos. Nosso objetivo maior é possibilitar que ele tenha independência nas atividades do dia a dia, de forma que possa estar inserido de maneira efetiva na sociedade”, finalizam.