A Defesa Civil do Rio Grande do Sul informou, na manhã deste sábado, dia 5, que subiu para 15.802 o
número de pessoas atingidas por enchentes e enxurradas no Estado. O relatório aponta também que 1.676 continuam desabrigadas – aquelas que necessitam de um abrigo
fornecido pelo governo –, e 14.126 estão desalojadas – em casas de parentes e amigos.
O total de municípios em situação de
emergência continua 78. Duas cidades, Iraí, no Norte, e Barra do Guarita, no Noroeste, estão em estado de calamidade pública. Segundo a Defesa Civil, o motivo da
redução do número de pessoas fora de casa é o retorno de algumas famílias para suas residências após dias de limpeza, principalmente na
região Norte.
O órgão afirmou ainda que neste sábado o nível do Rio Uruguai deverá subir na Fronteira Oeste, o que pode causar
novos alagamentos na região. A informação é baseada na previsão do tempo para os próximos cinco dias e no relatório do Departamento de
Recursos Hídricos do Estado, e foi divulgada no último levantamento da Defesa Civil, publicado às 18h da última sexta-feira.
Em São
Borja, segundo o documento, o nível do Rio Uruguai deverá baixar gradativamente a partir de hoje, enquanto em Itaqui e em Uruguaiana, a redução do nível
do rio deve iniciar no domingo.
Chuva causou duas mortes e mulher segue desaparecida
A chuva que atinge o Estado já
provocou duas mortes, de Eracildo Luiz Assmann, 56 anos, em Arroio do Tigre, e José Lindomar da Silva, 40 anos, em Jacutinga. A namorada de Eracildo, Paula Thom, 23 anos, segue
desaparecida. O carro em que o casa estava caiu no rio Caixão, em Arroio do Tigre, na noite do último sábado.
Maior cheia das
últimas três décadas
Enxurrada como a deste ano não era vista no Rio Grande do Sul desde 1983, que atingiu cidades como Itaqui,
Iraí, São Borja e Uruguaiana.