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23/06/2018 | 05:32 | Polícia

Tumulto em bairro de Porto Alegre envolve deputado

José Otávio Germano foi alvo de cobrança de suposta dívida por duas transexuais

José Otávio Germano foi alvo de cobrança de suposta dívida por duas transexuais
Moradores chamaram a Brigada Militar devido ao tumulto (Fernando Gomes / Agencia RBS)
A tranquilidade de uma rua no bairro Petrópolis, em Porto Alegre, foi quebrada no final da manhã desta sexta-feira (22), quando um tumulto em frente a um prédio levou os moradores a chamarem a Brigada Militar. Duas transexuais gritavam afirmando estar cobrando uma suposta dívida do deputado federal José Otávio Germano (PP), morador do local.
A guarnição da BM, composta por três soldados, tentou negociar o fim do protesto. Um dos policiais subiu ao sétimo andar, onde mora Germano, e voltou dizendo que ele iria pagar a dívida. Descrevendo o deputado como "muito alterado", o soldado pediu que as transexuais esperassem a chegada de uma pessoa que iria trazer o dinheiro. 
Por telefone, o policial passou os dados da conta corrente de uma delas, para que o parlamentar fizesse o depósito. Depois de duas horas de espera, o soldado que comandava a conversa voltou para dentro do prédio. Ao sair, trouxe no bolso R$ 2,5 mil, em notas de R$ 100 e R$ 50. 
— Tô com o dinheiro aqui, R$ 2,5 mil. Tu vai me prometer que hoje tu vai aliviar — condicionou o soldado.
Após alguns minutos de conversa com os PMs, as transexuais aceitaram ir embora mediante a promessa de que o restante da suposta dívida será pago em breve. Uma delas mostrou à reportagem mensagens de celular em que o deputado a chamava para o seu apartamento no começo da manhã desta sexta.
Ela afirmou ter visto no convite a oportunidade de cobrar a dívida, convidando a amiga para isso. O plano teria sido frustrado quando o político bloqueou o contato no celular, o que teria movido as duas a promoverem o tumulto em frente ao prédio.
GaúchaZH entrou em contato com a Brigada Militar para que se manifestasse sobre o episódio, mas o 11º BPM disse que não foi registrada ocorrência. Procurado pela reportagem, Germano não atendeu as ligações. No seu gabinete, em Brasília, também ninguém atendeu.
O deputado é réu em duas ações penais da Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal. Por conta dos processos, dirigentes do PP já apresentaram um pedido à direção estadual do partido pedindo que ele não concorra nas eleições de outubro.
Fonte: Gaúcha ZH
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