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03/07/2014 | 19:20 | Polícia

Pai de Bernardo vai à audiência de processo civil em Três Passos, RS

Leandro Boldrini foi hostilizado na chegada ao fórum da cidade

Leandro Boldrini foi hostilizado na chegada ao fórum da cidade
Foto: Rádio Alto Uruguai
O médico Leandro Boldrini, suspeito de participar da morte do filho Bernardo Boldrini, participou de uma audiência na tarde desta quinta-feira (3) no Fórum de Três Passos, na Região Noroeste do Rio Grande do Sul. Ele chegou por volta das 15h20 escoltado por agentes da Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) e foi hostilizado por manifestantes que aguardavam em frente ao prédio. A sessão durou aproximadamente uma hora.
Cerca de 60 pessoas entre comerciantes, amigos da família do garoto e professores do colégio onde ele estudava fizeram um protesto com cartazes pedindo justiça. Alguns manifestantes chamaram Leandro de “monstro” e chegaram a gritar o nome de Bernardo. Esta foi a primeira vez que ele voltou a Três Passos desde que foi preso. Desde abril, está detido na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc).
A sessão foi convocada para tratar sobre o processo civil movido pela avó do garoto, Jussara Uglione. Conforme o advogado de Jussara, Marlon Taborda, a ação busca ressarcimento por bens os quais o médico supostamente teria se apropriado. O processo começou a tramitar após a morte da mãe de Bernardo, que, segundo a Polícia Civil, cometeu suicídio há cerca de quatro anos.
O corpo de Bernardo foi localizado no dia 14 de abril enterrado em um matagal na área rural de Frederico Westphalen, a cerca de 80 km de Três Passos, onde ele residia com a família. O menino estava desaparecido desde 4 de abril. Além do médico, a madrasta Graciele Ugulini, a amiga dela, Edelvania Wirganovicz, e o irmão, Evandro Wirganovicz, também são réus pelo assassinato do menino .
O processo criminal
No mês passado, a Justiça negou um novo pedido de liberdade para Leandro Boldrini, no processo sobre o assassinato do filho. O pedido de habeas corpus foi feito pelo advogado de Leandro, Jader Marques.
Segundo o Tribunal de Justiça (TJ-RS), o defensor alegou "falta de requisitos para manter a prisão cautelar do acusado", além de solicitar a transferência do processo da Comarca de Três Passos para Frederico Westphalen, onde o menino foi encontrado morto.
Segundo as investigações da Polícia Civil, Bernardo foi morto com uma superdosagem de um sedativo e depois enterrado em uma cova rasa. 
O inquérito apontou que Leandro Boldrini atuou no crime de homicídio e ocultação de cadáver como mentor, juntamente com Graciele. Ainda conforme a polícia, ele também auxiliou na compra do remédio em comprimidos, fornecendo a receita azul. Leandro e Graciele arquitetaram o plano, assim como a história para que tal crime ficasse impune, e contaram com a colaboração de Edelvania e Evandro.
Fonte: G1
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