A Polícia Civil trabalha com a hipótese de
latrocínio na investigação sobre a morte do taxista Gilmar Serafini, 59 anos, em Lajeado, no Vale do Taquari, na madrugada desta quinta-feira (10). De acordo com o
delegado Dinarte Marshall, não foram encontrados o dinheiro, a carteira e o celular da vítima, o que reforça que ela pode ter sido morta por assaltantes.
O taxista foi localizado deitado ao lado do seu carro de trabalho, um Voyage, na altura do quilômetro 351 da BR-386, por volta de 1h30min. A primeira autoridade a
chegar ao local foi a Brigada Militar, que ainda o encontrou com vida. Os PMs solicitaram o serviço do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas a
vítima morreu a caminho de um hospital.
Perícia realizada pelo Instituto-Geral de Perícias (IGP) detectou um alto número de facadas, que
atingiram a vítima no rosto e no seu peito. Após analisar as manchas de sangue, os peritos informaram aos policiais que acreditam que o taxista estava no banco do carona do
veículo quando foi atingido pelos golpes.
Conforme o delegado, o taxista havia sido visto antes disso começando uma corrida com três
homens que saíram de um bailão em Lajeado. Colegas de profissão da vítima informaram que ele não conhecia as pessoas, e que estava na fila aguardando para
pegar quem necessitasse o serviço.
A Polícia Civil já realizou diligências preliminares na investigação. O delegado
Marshall considera fundamental identificar e interrogar os três homens que pegaram corrida com o taxista antes de ele ser encontrado morto. O policial diz ser ainda cedo para
tratá-los como suspeitos do crime.
Serafini completaria 60 anos no dia 5 de junho. Ele era um dos taxistas mais antigos de Lajeado. Durante a
apuração no local do crime, diversos colegas de profissão da cidade acompanharam o trabalho da polícia. Eles prometem um protesto para esta quinta pedindo por
segurança.