Os 34 trabalhadores resgatados em
situação análoga à escravidão em Rancho Queimado, na Grande Florianópolis, estavam em alojamentos sem camas ou banheiros. Eles são da Bahia
e devem retornar ao estado na próximas semana, como mostrou o NSC Notícias deste sábado (5).
O resgate foi feito por uma força-tarefa do
Ministério Público do Trabalho (MPT-SC) entre quinta (3) e sexta-feira (4). Conforme o MPT-SC, os homens trabalhavam há cerca de um mês em uma fazenda de
extração de pinus.
Quando os fiscais chegaram no alojamento, a comida estava acabando. Só havia linguiça e feijão, além de
arroz em quantidade insuficiente.
O grupo não recebeu o dinheiro prometido. "Se a gente recebe, a gente consegue manter. Nós já chegamos num
limite que eu não consigo mais", disse um trabalhador, que não foi identificado. No alojamento, não havia local para eles se alimentarem. A água vinha de
uma nascente.
Proprietários e multas
A fazenda é de um advogado de Lages, na Serra catarinense. Uma
empresário paulista comprou as árvores e contratou uma empresa, também de São Paulo, para fazer o corte. Uma segunda empresa achou a mão de obra.
O dono da fazenda teria recebido um calote e ficado sem dinheiro. A força-tarefa não conseguiu encontrar nem ele nem o empresário que comprou as
árvores.