Um homem invadiu uma lanchonete com um carro no Centro de Canelinha, na
Grande Florianópolis, na madrugada deste sábado (28). O motorista destruiu cadeiras, mesas e o balcão do estabelecimento e depois fugiu. Oito pessoas estavam no local,
mas não foram atingidas.
Segundo a polícia, o motivo inicial da confusão foi um desentendimento entre o responsável pela lanchonete e o
cliente por causa da demora na entrega do pedido de um lanche. A briga terminou em tiros que atingiram a lataria da porta do lado do motorista, mas os disparos não feriram o
condutor.
Os policiais foram ao local após receber ligação por volta das 2h50 sobre um homem descontrolado que invadiu a lanchonete com um I30,
que fica na Avenida Cantório Florentino da Silva.
Ao chegar ao local, o responsável pelo estabelecimento relatou aos polícias que depois do
atrito verbal por conta da reclamação da demora, quando foi entregue o pedido, ele proferiu xingamentos e se negou a pagar tal refeição.
“O dono da lanchonete teria dado um tapa na cara do dono do veículo. Esse saiu e invadiu a lanchonete com o carro, colocando em risco as pessoas que ali estavam e assumindo o
risco de ferir alguém. Quando a polícia chegou ao local, ele já tinha fugido”, explicou o major da Polícia Militar Eder Jaciel de Souza Oliveira.
Imagens de segurança
O circuito interno de segurança do estabelecimento flagrou o momento da
confusão. Ao analisar as imagens, o major percebeu que um dos envolvidos estava com uma arma e suspeitou de que poderiam ter ocorrido disparos.
Os indícios foram confirmados quando a polícia encontrou o motorista do carro com a porta marcada por quatro disparos.
Durante o depoimento
na delegacia de São João Batista, o condutor disse que o dono do estabelecimento teria efetuados os tiros.
“Como já passou
o período flagrancial, o condutor do veículo e o possível autor dos disparos não podem mais ser presos em flagrante”, explicou o major. Ainda segundo o
policial, o motorista do carro é conhecido por desordem e confusão na cidade.
O nome e a idade dos envolvidos não foram divulgados.
O caso será investigado pela Polícia Civil.
O G1 procurou o responsável pelo estabelecimento, mas até a
publicação desta matéria, não obteve resposta sobre a confusão e os prejuízos causado.