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18/04/2018 | 20:48 | Polícia

Comerciante que atirou e matou assaltantes em Pelotas é solto por decisão da justiça

Defesa de Rogério Grimm alega legítima defesa. Dois assaltantes foram baleados pelo comerciante enquanto eram atendidos pela ambulância do Samu

Defesa de Rogério Grimm alega legítima defesa. Dois assaltantes foram baleados pelo comerciante enquanto eram atendidos pela ambulância do Samu
Após troca de tiros com comerciante, dupla de assaltantes conseguiu fugir, mas se acidentou, e enquanto recebia atendimento, foi baleada (Reproduç
O comerciante que atirou e matou dois homens que assaltaram a sua distribuidora de bebidas foi solto nesta quarta-feira (18), por decisão da 1ª Vara Criminal de Pelotas, no Sul do estado. A defesa de Rogério Grimm, de 45 anos, alega legítima defesa. A decisão foi do juiz Adriano Vanzin. Para ele, o comerciante não apresenta perigo à sociedade. O caso ocorreu na terça-feira (17).
De acordo com a ocorrência policial, os dois homens chegaram a fugir com dinheiro, roubado da distribuidora. Logo em seguida, o dono da loja saiu atrás deles. Houve troca de tiros e os dois suspeitos foram baleados.
Eles conseguiram escapar, de moto. Após caírem, a Brigada Militar foi chamada e logo acionou o Samu. Enquanto os suspeitos estavam sendo atendidos dentro da unidade móvel, o comerciante se aproximou e atirou nos dois. Os suspeitos morreram na hora. E um policial acabou baleando Grimm na perna, na tentativa de contê-lo.
Grimm foi preso em flagrante na terça(17) e encaminhado à Santa Casa de Pelotas. Ele permanece no hospital e passará por cirurgia de retirada da bala. Ele ficou preso sob custódia, no próprio hospital. O advogado de Grimm, Roger Antônio Cavichioli, alega legítima defesa, e informa que o cliente já tinha sido assaltado cinco vezes em um ano pela mesma dupla, mediante ameaças.
"Dessa vez, eles bateram muito nele, bateram no rosto dele, dando tapa, querendo mais dinheiro e ameaçando a família", diz o advogado. Segundo ele, os criminosos diziam que, se Grimm não entregasse R$ 3 mil para eles, iriam atrás da família do comerciante. "Quando ele viu a ambulância, estava no desespero, não aguentava mais esse estresse de um ano de ameaças, de violência", conta o advogado.
O comerciante ainda não foi ouvido pela delegacia de homicídios. Segundo a Polícia Civil, ele pode ser indiciado por homicídio qualificado, por não ter dado chance de defesa para os dois assaltantes, que já se encontravam detidos, sob custódia, e feridos dentro da ambulância.
Fonte: G1
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