A mãe, a irmã e o cunhado do policial
militar Luis Fernando Palhano Lopes, de 52 anos, acusado de matar a esposa policial civil Karla Silva de Sá Lopes, de 28, em dezembro de 2017, prestaram depoimento na tarde desta
terça-feira (17) na primeira audiência sobre o caso, em Itapema, no Litoral Norte. Também foi ouvida a principal testemunha, o capitão da Polícia Militar
Geraldo Rodrigues.
A defesa de Lopes mantém o argumento de que o réu, denunciado por homicídio qualificado, não matou a esposa e que ela
teria saído para caminhar e não voltou mais. PM da reserva, o acusado está preso no Batalhão da PM em Balneário Camboriú desde 8 de abril.
A mulher, que teve o desaparecimento relatado em 6 de dezembro em Itapema, foi achada enterrada na praia de Taquaras, em Balneário Camboriú, também no
Litoral Norte, no dia seguinte. O marido é acusado de ter dado um tiro na cabeça dela, em casa, após uma discussão na noite de 5 de dezembro. O casal estava
junto havia 10 anos. O marido foi preso em 8 de dezembro.
A vítima era polícia civil recém-formada e estava vindo morar em Itapema para trabalhar
em São João Batista, na Grande Florianópolis.
Confissão e principal testemunha
O capitão
Geraldo Rodrigues é comandante do Batalhão da PM em Itapema e disse que o acusado confessou a ele ter matado a esposa com um tiro na cabeça depois de um
desentendimento, em casa. Segundo o capitão, o réu também entregou um mapa do local onde havia enterrado a vítima.
A confissão
teria ocorrido de maneira informal na casa do réu, onde o capitão o encontrou para prestar apoio.
Processo judicial
A audiência desta terça foi de instrução e julgamento, para decidir se Lopes vai à júri popular. A continuidade da audiência foi marcada para
15 de maio, quando serão ouvidos o comandante do Batalhão da PM de Balneário Camboriú, tenente-coronel José Evaldo Hoffmann Junior, e o réu.
Até lá, prestarão depoimento a mãe e pai da vítima, que moram em Lages, na Serra catarinense, além de uma amiga de Correia Pinto,
na mesma região.